Turismo de Portugal "não é diretamente visado" nas buscas da PJ

Inspetores da Polícia Judiciária estiveram esta quinta-feira nas instalações do Turismo de Portugal

O Turismo de Portugal esclareceu hoje que "não é diretamente visado" na operação de buscas da Polícia Judiciária efetuadas na sua sede, em Lisboa.

"O Turismo de Portugal confirma a realização, no dia de hoje, de buscas judiciárias na sua sede em Lisboa, no âmbito de investigações em curso levadas a cabo pelas autoridades competentes e nas quais não é diretamente visado", refere a entidade num comunicado enviado à Lusa.

Na sequência desta operação judicial, "o organismo manifestou a sua total disponibilidade e colaboração com as autoridades, de acordo com os valores do rigor e transparência que regem a sua atividade", acrescenta ainda o comunicado.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República adiantou que as buscas são diligências realizadas no âmbito de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. "Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de corrupção, abuso de poder e participação económica em negócio", lê-se no comunicado.

De acordo com a informação divulgada pelo DN, a Polícia Judiciária realizou, durante o dia de hoje, buscas no Turismo de Portugal.

Segundo informações recolhidas pelo DN, os inspetores da Unidade Nacional contra a Corrupção (UNCC) recolheram documentação sobre contratos e adjudicações sobre a promoção do turismo português no estrangeiro, sobretudo no Brasil.

No centro das suspeitas estará um ex-elemento do conselho de administração deste instituto público, que terá distribuído adjudicações por empresários que lhe eram próximos.

O Turismo de Portugal é atualmente liderado por Luís Araújo, que sucedeu no cargo a João Cotrim de Figueiredo.

(Notícia atualizada às 20:47)