Tornado em Esposende provoca dois feridos ligeiros

Estufa desabou quando o homem estava lá dentro a trabalhar. Várias casas da freguesia de Belinho ficaram também sem telhado

Um tornado atingiu esta quarta-feira de manhã a freguesia de Belinho, em Esposende. A passagem do fenómeno provocou dois feridos ligeiros, de acordo com um balanço atualizado dos bombeiros. "É um homem de 49 anos que ficou debaixo da estrutura [uma estufa] quando ela caiu", explicou ao DN fonte dos bombeiros voluntários de Esposende. O anterior balanço dava conta de um ferido.

O homem foi encaminhado para o Hospital de Barcelos. Além desta estufa que ficou destruída, outras estruturas ficaram sem telhado e danificadas à passagem do tornado. "Cinco a seis" casa ficaram sem telhado, referiu à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Braga. Existem também vários postes de eletricidade derrubados, viaturas danificadas e muros caídos.

O outro ferido ligeiro, um octogenário, foi atingido na cabeça por uma estrutura metálica que cobria uma garagem. Foi levado ao Hospital de Braga.

Os bombeiros receberam o alerta para a situação às 11.00. Não existe qualquer desalojado.

O Diário do Minho publicou um vídeo sobre o que aconteceu esta manhã.

Além dos bombeiros, no local estiveram elementos da Proteção Civil municipal e da EDP.

Segundo explicou ao DN a meteorologista Paula Leitão, o fenómeno registado é mesmo um tornado. "Segundo as imagens parece um tornado e é consistente com a situação meteorológica registada no radar", apontou. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ainda não conseguiu determinar a intensidade e trajeto do tornado.

Notícia atualizada às 19:15. Foi atualizado o número de feridos.

Com Lusa

Ler mais

Exclusivos

Opinião

DN+ O sentido das coisas

O apaziguamento da arena de conflitos em que perigosamente tem sido escrita a história das relações entre as potências no ano corrente implica uma difícil operação de entendimento entre os respetivos competidores. A questão é que a decisão da reunião das duas Coreias, e a pacificação entre a Coreia do Norte e os EUA, não pode deixar de exigir aos intervenientes o tema dos valores de referência que presidam aos encontros da decisão, porque a previsão, que cada um tem necessariamente de construir, será diferente no caso de a referência de valores comuns presidir a uma nova ordem procurada, ou se um efeito apenas de armistício, se conseguido, for orientado pela avaliação dos resultados contraditórios que cada um procura realizar no futuro.

Opinião

DN+ João

Os floristas da Rua da Alegria, no Porto, receberam uma encomenda de cravos vermelhos para o dia seguinte e não havia cravos vermelhos. Pediram para que lhes enviassem alguns do Montijo, onde havia 20, de maneira a estarem no Porto no dia 18 de julho. Assim foi, chegaram no dia marcado. A pessoa que os encomendou foi buscá-los pela manhã. Ela queria-os todos soltos, para que pudessem, assim livres, passar de mão em mão. Quando foi buscar os cravos, os floristas da Rua da Alegria perguntaram-lhe algo parecido com isto: "Desculpe a pergunta, estes cravos são para o funeral do Dr. João Semedo?" A mulher anuiu. Os floristas da Rua da Alegria não aceitaram um cêntimo pelos cravos, os últimos que encontraram, e que tinham mandado vir no dia anterior do Montijo. Nem pensar. Os cravos eram para o Dr. João Semedo e eles queriam oferecê-los, não havia discussão possível. Os cravos que alguns e algumas de nós levámos na mão eram a prenda dos floristas da Rua da Alegria.

Opinião

DN+ Quem defende o mar português?

Já Pascal notava que através do "divertimento" (divertissement) os indivíduos deixam-se mergulhar no torpor da futilidade agitada, afastando-se da dura meditação sobre a nossa condição finita e mortal. Com os povos acontece o mesmo. Se a história do presente tiver alguém que a queira e possa escrever no futuro, este pobre país - expropriado de alavancas económicas fundamentais e com escassa capacidade de controlar o seu destino coletivo - transformou 2018 numa espécie de ano do "triunfo dos porcos". São incontáveis as criaturas de mérito duvidoso que através do futebol, ou dos casos de polícia envolvendo tribalismo motorizado ou corrupção de alto nível, ocupam a agenda pública, transformando-se nos sátiros da nossa incapacidade de pensar o que é essencial.