Soldados portugueses da Grande Guerra homenageados

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, descerraram hoje uma placa comemorativa do centenário da Batalha de La Lys na 'Avenue des Portugais', em Paris

Perante largas dezenas de pessoas, o Presidente da República e o primeiro-ministro descerraram hoje à tarde uma placa comemorativa do centenário da Batalha de La Lys na 'Avenue des Portugais', em Paris.

O essencial é homenagear os melhores de todos que se bateram há cem anos por Portugal e pela França

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, foram recebidos com aplausos e braços no ar, e o Presidente retirou a bandeira de Portugal, revelando a placa de mármore onde pode ler-se "Homenagem de Portugal aos Combatentes da Grande Guerra/Hommage du Portugal aux Combattants de la Grande Guerre", com a legenda "Centenário/Centennaire" e a inscrição "Paris, 1918/2018".

A Batalha de La Lys é considerada uma das mais mortíferas da história militar portuguesa, com mais de 7.000 baixas portuguesas entre mortos (400), feridos e prisioneiros (6.600)

Depois de um pequeno discurso em francês, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "o essencial é homenagear os melhores de todos que se bateram há cem anos por Portugal e pela França" e sublinhou "a força" dos portugueses dentro e fora de Portugal.

Travada em 9 de abril de 1918, em plena Primeira Guerra Mundial, a Batalha de La Lys é considerada uma das mais mortíferas da história militar portuguesa, com mais de 7.000 baixas portuguesas entre mortos (400), feridos e prisioneiros (6.600).

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa deslocaram-se a França para as comemorações do centenário desta batalha e vão dirigir-se, ainda hoje, para o Arco do Triunfo para uma homenagem ao soldado desconhecido e esta segunda-feira, vão estar ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, no cemitério militar português de Richebourg, a cerca de 230 quilómetros a norte de Paris, onde estão as campas de 1831 soldados portugueses.

As evocações incluem também inauguração da exposição "Racines" sobre descendentes de militares portugueses, em Richebourg, uma cerimónia militar junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra de La Couture, o descerrar de placas alusivas à participação portuguesa na Primeira Grande Guerra em Arras e Lille pelo apoio prestado, há um século, aos soldados portugueses e visitas a exposições nessas cidades.

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