Fenprof diz que OE vai impedir docentes de chegar ao topo da carreira

A Fenprof já pediu uma reunião urgente com o ministro da Educação que se irá realizar na próxima segunda-feira

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considera que a proposta do Orçamento do Estado sobre a carreira docente vai impedir a maioria dos docentes de chegar ao topo da carreira, mesmo que trabalhem até aos 70 anos.

Após ter analisado a proposta do OE2018 para o descongelamento da progressão na carreira docente, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, alertou para o futuro da maioria dos docentes: "Muito mais de 50% dos professores atualmente no sistema, com esta proposta do Governo, mesmo que trabalhem até aos 70 anos, nunca chegarão ao topo da carreira".

Mário Nogueira considera inaceitável que as carreiras docentes tenham ficado de fora de medidas que serão aplicadas a outras carreiras da administração pública, a quem "o tempo que tem estado congelado vai ser contado, através da conversão dos anos em pontos, que serão considerados para a mudança de escalão".

Segundo a Fenprof, "o Governo estabeleceu na sua proposta que pagará, em 2018, 1/3 do escalão seguinte àquele em que se encontram, neste momento, e não 1/3 do escalão onde deveriam ser reposicionados, e que todo o tempo acima deste reposicionamento é simplesmente apagado".

"No que toca aos professores, o que o Governo diz é que o que lá vai, lá vai! Isto não pode ser"

Para Mário Nogueira, "não mais voltar a recuperar o tempo de serviço que foi cumprido, e para o qual os professores fizeram os seus descontos, é inaceitável"

Perante esta situação, a Fenprof decidiu pedir na quinta-feira uma reunião urgente com o ministro da Educação, a realizar-se na próxima segunda-feira.

"Os professores merecem ser respeitados no seu direito a uma carreira digna, a uma carreira valorizada e, no fundo, a poder chegar ao topo da sua carreira. Que o Governo e o ME ouçam bem isto: toda a instabilidade que existir nas escolas, se o Governo mantiver a sua posição, será da inteira responsabilidade do Governo", afirmou.

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