Diretora demitida: SEF não pode ser "força de bloqueio", diz o BE

José Manuel Pureza afirma que um diretor tem de cumprir rigorosa e estritamente a lei

O Bloco de Esquerda reagiu à demissão da diretora do SEF dizendo, através do deputado José Manuel Pureza, que este serviço, como qualquer outro estatal, "não pode ser uma força de bloqueio ao cumprimento de leis legitimamente aprovadas no Parlamento".

"Quem quer que seja diretor-geral não pode deixar de imprimir ao serviço que dirige um comportamento de cumprimento rigoroso e estrito da lei", reforçou o deputado bloquista.

A diretora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Luísa Maia Gonçalves, foi demitida pela ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, por alegado "incumprimento de objetivos".

No centro do problema estará a oposição do SEF às alterações à Lei da Imigração aprovadas pela esquerda parlamentar no Parlamento - alterações que, na ótica daqueles serviços, poderiam ter um "efeito de chamada" de imigrantes para Portugal.

O CDS, primeiro, e o PSD, a seguir, já propuseram a revogação dessas alterações, também no Parlamento, mas o debate ainda não foi agendado.

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