Costa na Índia anuncia simplificação de vistos para jovens, cientistas e empresários

Novo sistema será criado a par dos 'vistos Gold'

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que, durante a sua visita de Estado à Índia, serão assinados acordos para a simplificação de vistos de entrada de jovens estudantes, membros de comunidades científicas e empresariais dos dois países.

Este acordo foi avançado por António Costa antes de iniciar neste próximo sábado uma visita de seis dias com caráter de Estado à Índia, que começará em Deli, passando por Bangalore, terminando em Goa, antiga colónia portuguesa e terra natal do pai do primeiro-ministro, Orlando Costa.

O líder do executivo português referiu que, ao longo da visita, para além dos seminários económicos, várias empresas nacionais terão reuniões bilaterais com firmas congéneres indianas, tendo em vista a concretização de parcerias de investimento.

No que respeita ao mercado da Índia, segundo o primeiro-ministro, Portugal tem especiais interesses em áreas como o tratamento de lixo e de esgotos, execução de infraestruturas, indústrias de defesa e novas tecnologias.

"Há um imenso potencial de colaboração e de trabalho em conjunto entre as economias da Índia e de Portugal. São duas economias que querem percorrer em conjunto este século", sustentou António Costa.

Neste contexto relacionado com o intercâmbio económico-financeiro entre os dois países, António Costa observou também que a diáspora indiana "tem uma grande presença em Portugal", razão pela qual irá igualmente nesta visita ao Estado do Gujarat, ao qual pertence a maioria dos residentes em Portugal.

"É uma comunidade particularmente ativa e bem inserida no tecido económico nacional. Alguns deles estão presentes no Grande Congresso da Diáspora Indiana em Bangalore", apontou o primeiro-ministro.

Também por esta via, de acordo com António Costa, Portugal pretende "estreitar as oportunidades de investimento indiano no país, assim como possibilidades de exportações ou de investimento português na Índia".

"Por isso, quer do lado das 'startups', das indústrias de Defesa, ou das de farmacêutica, há uma grande vontade de cooperação. A par dos 'vistos Gold' é possível conceder vistos a uma certa categoria de pessoas, nomeadamente empresários, estudantes, cientistas", justificou o primeiro-ministro.

Neste ponto, António Costa advogou que facilitar na área das 'startups' poderá a prazo constituir "o intercâmbio mais forte entre Portugal e Índia".

"Entre as diferentes incubadoras existentes em Portugal, temos aliás empresas com origem indiana. A Startup Lisboa tem tido uma relação muito estreita com o TAI, um grupo de empresários indianos baseado em Silicon Valley (São Francisco, Califórnia, Estados Unidos). São todos esses laços que queremos estreitar e aproveitar", acrescentou o primeiro-ministro.

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