"A cidade adapta-se sem sobressaltos"

João Afonso, arquiteto e vereador da câmara de Lisboa diz que as medidas preventivas de atentados terroristas, podem ser uma oportunidade de melhorar o espaço público exterior

As cidades vão ter que adaptar a sua arquitetura para serem mais seguras contra os atentados?
As cidades já estão a repensar o seu espaço público e equipamentos para de uma forma passiva e harmoniosa aumentar condições de seguranças.
De que forma é que isso pode ser feito? Vamos ter tuas cheias de pilaretes, muros, blocos de cimento?
Pode ser uma oportunidade para melhorar o espaço público exterior e interior, uma forma de o repensar no sentido da cidadania, por exemplo aumentando Espaço Pedonal e retirando a circulação automóvel permanentemente ou pelo menos nas horas de uso intenso pedonal, retirando obstáculos e volumes dos passeios para aumentar a sua fluidez e visibilidade, ao mesmo tempo oportunidade para a colocação árvores e floreiras assim como bancos para descansar
Lisboa tomou algumas medidas logo após os atentados de Barcelona. Há outras medidas previstas?
Lisboa aplicou de imediato algumas medidas expeditas, desde logo o encerramento efetivo de vias pedonais onde a sua circulação já não era permitida, a colocação de muitas floreiras assim como de alguns pilaretes, mas também providenciou a existência de dispositivos móveis que tem vindo a ser aplicados em toda a cidade sempre que se organiza um evento que mobiliza muitas pessoas; outras medidas vão sendo tomadas à medida que o espaço público vai sendo redesenhado. A cidade vai-se adaptando sem sobressaltos - sem se aperceber, porque estas medidas são multidimensionais e não apenas securitárias, além disso, e em geral não alteram o usufruto da cidade.
Lisboa tem ligações com outras capitais europeias nesta matéria? Que experiências têm partilhado?
Há contactos permanentes a nível nacional, com as autoridades nacionais, assim como internacional, que são uma importante fonte de ensinamento.

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