André Ventura considerou esta quinta-feira, 29 de julho, a conferência de imprensa de Luís Neves uma das “mais sofríveis dos últimos tempos e para a nossa democracia”.“A forma como alguém de forma ostensiva, quase com tiques de impunidade, fazia declarações sobre coisas graves e sérias de forma rudimentar e não autoritária, podia ter tido a função de esclarecer”, começou por dizer o líder do Chega, realçando que o ministro da Administração Interna admitiu "várias ilegalidades que cometeu”.Ventura considerada que “não há razão nenhuma” para Luís Neves não ter apresentado as declarações patrimoniais, algo que entende “ficará para os anais da História democrática. “É sofrível ver o MAI dizer que a culpa é do Tribunal Constitucional”, acrescentou.Sobre o atrelado, o líder do Chega considera que a explicação "não é sofrível, é perigosa”, frisando que o material “ficou na rua” e foi “levianamente exposto”, uma "forma de decisão" que "tem de ter escrutínio".“A valentia não é só estar à frente de jornalistas e falar alto, é assumir responsabilidades quando é preciso e não atirar culpas para funcionários da PJ ou para aqueles que, por ordem sua, fizeram uma decisão ilegal”, acrescentou, deixando uma pergunta no ar: “A que outro político permitíamos que dissesse que é uma pequena ilegalidade e irregularidade e que não é aí que o problema está?”Sobre as obras na propriedade em Odemira, Ventura diz que ser uma “ilegalidade fazer pagamentos em numerário, mesmo de forma faseada”, acima de três mil euros, e que essa "ilegalidade claríssima" foi assumida "à frente do país inteiro".O líder do Chega atira que "o Presidente da República deve estar arrepiado depois de ouvir esta conferência de imprensa” e pediu a intervenção de António José Seguro: “Está a chegar o tempo em que o Presidente da República tem de ter aqui uma palavra, visto que o primeiro-ministro não a quer ter.”.Luís Neves admite erros na propriedade em Odemira e afasta demissão: "Estou coeso, empoderado e motivado".Carneiro quer Luís Neves no Parlamento “tão breve quanto possível” mas opõe-se a inquérito