Ventura diz que PS não se pode desresponsabilizar de soluções para a habitação e apela a intervenção de Seguro
O presidente do Chega considerou esta quinta-feira, 5 de novembro, que o PS tem de participar na construção de soluções para a habitação, por ser um dos responsáveis pela crise, e apelou à intervenção do Presidente da República.
“Parece-me francamente inaceitável que um dos grandes responsáveis da crise de habitação em Portugal chegado o momento de ir a resolver, diga que não tem nada a ver com isso e espera que o Chega resolva, entre aspas, o problema”, disse André Ventura.
O líder do Chega falava aos jornalistas no Palacete de São Bento, no final de uma reunião de cerca de 40 minutos com o primeiro-ministro. Momentos antes, o secretário-geral saiu da reunião com Luís Montenegro dizendo que não há acordo sobre lei das rendas e acusou o Governo de intransigência.
“Não sei se o Presidente da República também quererá ter aqui alguma palavra, no sentido em que estas reuniões decorrem uns dias depois de um Conselho de Estado, e penso que a ideia para o país é que os três maiores partidos assumam a sua responsabilidade e deem às pessoas algum conforto em matéria de propriedade e de lei das rendas. E portanto, talvez o Presidente da República, que também é socialista, deva ter aqui alguma intervenção”, afirmou o líder do Chega.
André Ventura garantiu que “o Chega não vai deixar que os causadores da crise da habitação não se responsabilizem por soluções na habitação”.
“É preciso muita lata e muita falta de vergonha ter estado no Governo enquanto todo o cenário da habitação piorou e agora sair de uma reunião e dizer que não querem ter nada a ver com isto”, criticou.
O líder do Chega disse ter trazido 50 propostas para a reunião com o primeiro-ministro e insistiu em medidas já no Orçamento do Estado para o próximo ano.
No final da reunião, o presidente do Chega indicou que decorrerão outros encontros a nível técnico, mas não estão previstas mais reuniões com o primeiro-ministro.

