Ventura critica silêncio de Montenegro, mas defende ação policial sobre "vândalos e provocadores"
Este domingo, 25 de outubro, André Ventura viu "desobediência" nas ruas durante a madrugada de domingo e, em vídeo enviado às redações, logo, sem ser possível exercer o direito a perguntas, o líder do Chega considerou que as ações policiais "eram necessárias para repor a ordem pública."
Ventura afirmou que a intervenção policial “não podia deixar de acontecer” e que as autoridades não tinham alternativa, classificando os manifestantes como “vândalos e provocadores”. Diz mesmo que estes são "uma minoria, incluindo infiltrados pela extrema-esquerda e arruaceiros internacionais e nacionais." Os estudos de sondagens têm relatado que mais de 95% dos que se manifestam são portugueses.
O presidente do Chega acusou os partidos que condenaram a intervenção, em particular o PS, mas também guardou farpas para o primeiro-ministro Luís Montenegro pela ausência de declarações sobre os acontecimentos, como pela falta de resposta à crise da habitação e ao aumento do custo de vida. "Onde é que temos o líder do nosso país? Não se sabe dele há uma semana, não diz nada, não lidera, não dá a cara", afirmou.
Apesar dos protestos na rua pela habitação digna e pelos pedidos incessantes no recuo da lei do arrendamento aprovado no Parlamento com votos favoráveis do Chega e IL ao lado do Governo, André Ventura não assinala qualquer mudança de posição para o processo de especialidade.
