António José Seguro em Felgueiras, no dia 31 de janeiro de 2026.
António José Seguro em Felgueiras, no dia 31 de janeiro de 2026.João Coelho/Lusa

Seguro diz que faz "separação completa" entre campanha e contacto com população vítima da depressão Kristin

Candidato presidencial apoiado pelo Partido Socialista não se revê nas críticas do autarca de Leiria, Gonçalo Lopes, de aproveitamento político da situação que se vive no seu distrito.
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O candidato presidencial António José Seguro está em campanha eleitoral para a Presidência da República, mas considera que tem feito “uma separação completa” entre a sua ação política e o contacto com as populações e autarcas afetados pela tempestade Kristin.

O candidato apoiado pelo Partido Socialista não se revê nas críticas do presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, que este sábado, 31, de manhã, falou em aproveitamento político da situação em Leiria.

António José Seguro em Felgueiras, no dia 31 de janeiro de 2026.
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“Eu ouvi as declarações do presidente da Câmara Municipal de Leiria e elas não encaixam no meu comportamento. O comportamento que eu tenho tido é de constante e permanente contacto com os autarcas e reconheçam-me que, no próprio dia, eu estive no terreno, só que fiz uma separação clara entre aquilo que é a campanha eleitoral e aquilo que é o meu dever como português e como candidato da Presidente da República, foi ir falar com pessoas e ver os estragos”, disse aos jornalistas no concelho de Felgueiras, distrito do Porto, antes de um almoço com apoiantes.

A uma semana das eleições, o candidato presidencial disse que pretende continuar no mesmo caminho. “E é aí que seguirei. E, façam-me justiça, já fiz o mesmo quando foi os incêndios no verão. Eu visitei vários concelhos do país sem comunicação social”, disse, numa altura em que, desde a madrugada de quarta-feira, já foi diversas vezes ao terreno, sozinho e sem avisar os jornalistas.

Já no almoço na Casa do Povo de Vila Cova da Lixa, António José Seguro disse o país parece que não aprendeu o passado. "Parece que não aprendemos com outras situações que ocorreram no passado recente. A questão dos incêndios. A questão do apagão, a questão da emergência no socorro médico, o que se passou no Elevador da Glória", afirmou. E disse que o Estado não pode ter "pés de barro".

Seguro também pediu ao Governo para que sejam alargados os prazos para o cumprimento de obrigações fiscais e administrativas na sequência da tempestade que deixou muitos cidadãos sem teto, sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.

"Quero também deixar uma nova proposta. Pedir ao Governo que possa alargar os prazos para as exigências de cumprimentos fiscais e administrativos, designadamente nos concelhos que estão mais afetados e que estão sob calamidade".

Com Lusa

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