O candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou esta quarta-feira, 7 de janeiro, que gosta de experimentar tecnologias que simulam navios a sair ou a atracar num porto, mas ressalvou que não gosta de sondagens, simulações do comportamento eleitoral.“Saiam da frente que se não ainda bato num molhe”, pediu o almirante aos repórteres de imagem que o fotografavam e filmavam enquanto ele simulava um navio a atracar no Porto de Leixões.Visivelmente contente nesse papel virtual de comando de um navio, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, começou a fazer analogias entre a sua carreira militar, designadamente a vida no mar, e a sua atual candidatura a Presidente da República. Disse estar “habituado a tomar decisões” e que não se preocupa por enfrentar condições adversas.“Acredito piamente que vou levar este barco a bom porto, mas é preciso convencer os portugueses a não cometerem erros. O mar é inclemente para quem não planeia”, advertiu. Deixou também um desabafo: “Gosto de simuladores, mas não de sondagens”.Já nas declarações que fez aos jornalistas sobre o debate em que participou na RTP, na terça-feira, com todos os candidatos presidenciais, Gouveia e Melo desvalorizou a possibilidade de Jorge Pinto, do Livre, desistir a favor da candidatura do antigo secretário-geral do PS António José Seguro.“Não olho para a minha candidatura com desistências à esquerda ou desistências à direita, mas como uma proposta a apresentar aos portugueses. Se os portugueses aceitarem essa proposta, votarão em mim. Mas se não aceitarem, votarão em outros. Não vejo isto com essa forma tática”, completou.O ex-chefe do Estado-Maior da Armada foi ainda confrontado com as críticas que dirigiu nesse debate ao seu opositor Marques Mendes. Porém, recusou que tenha adotado uma estratégia no sentido de “prejudicar um adversário em particular”.“Como todos os portugueses, pretendo ter um perfil de Presidente da República que responda a um conjunto de requisitos: capacidade, conhecimento e transparência. É só isso”, alegou.Neste ponto, em que justificou a sua atuação contra o antigo presidente do PSD, usou o argumento do combate à opacidade. “Não vamos para a função [presidencial] para reciclar carreiras que falharam no passado. Vamos para acrescentar verdadeiramente valor à função”, disse.Gouveia e Melo tentou mesmo negar que esteja a usar uma estratégia política de ataque aos seus principais adversários na corrida a Belém e contrapôs: “O meu perfil é de um combate permanente para bem do país”.“Fiz esse combate no mar, fiz o combate ao longo da minha vida toda e continuo a fazer esse combate. Pretendo que o país seja bem servido e, claro, que seja exigente. Se as pessoas encaram isso como um ataque, o problema é dessas pessoas. Eu não estou a fazer ataques nenhuns”, sustentou.Uma jornalista interrogou ainda o almirante sobre uma notícia da revista Sábado, segundo a qual terá assinado contratos suspeitos enquanto comandante.“Não, eu não assinei contratos nenhuns. Só autorizei, dentro do regular funcionamento que são as organizações da Marinha, que se fossem pagos os contratos já estavam assinados”, declarou..Falha no socorro do INEM. Críticas de Gouveia e Melo e Catarina Martins, Marques Mendes promete ajuda.Presidenciais: Marques Mendes acusa adversários de quererem “criar dificuldades ao Governo” e instabilidade