António José Seguro apontou a aceleração da redução da pobreza em Portugal, a garantia de saúde para todos e a habitação enquanto direito fundamental como as suas prioridades se for eleito Presidente da República neste domingo, como indicam todas as sondagens relativas à segunda volta que disputa com André Ventura.No comício que encerrou a sua campanha eleitoral, na noite desta sexta-feira, em Leça do Balio (Matosinhos), o antigo secretário-geral do PS disse que "será um Presidente da República leal em todos os momentos aos princípios e valores constitucionais" que considera serem "o chão comum" dos portugueses."Queremos continuar a lutar pela democracia e pela liberdade", disse António José Seguro, contrapondo a "alguns que querem voltar para trás", a vontade de "construir um país que cria riqueza, mas não deixa ninguém para trás".Entre os objetivos que elencou, no discurso de encerramento de campanha, Seguro destacou "uma redução de pobreza mais acelerada do que nos últimos anos", evitando que seja necessário um século para que deixe de existir. Mas também a garantia de que, sendo inaceitável levar semanas, meses ou anos a marcar consultas e cirurgias, haja "saúde para todos os portugueses, independentemente do local onde residem e do dinheiro que têm no bolso".Igualmente destacada, entre três das "muitas razões" para a sua candidatura, foi a defesa de que "a habitação não é um luxo ou um privilégio, e sim um direito fundamental". Algo que realçou estar longe de acontecer quando os preços das casas e as rendas "são exorbitantes"."Ou a política serve para resolver os problemas dos portugueses, ou não serve para rigorosamente nada", disse o candidato presidencial, juntando à "política com P grande" a necessidade de "fazer com que os jovens tenham oportunidades no seu país", deixando de recorrer à emigração quando não encontram os empregos e os rendimentos "que sonharam ter". .Presidenciais: António José Seguro diz que "teria conversa séria" sobre programa de governo de André Ventura.Presidenciais: André Ventura encerra campanha de "todos contra um" com apelo "ao país que está em sofrimento"