Ministro deu explicações sobre as polémicas em conferência de imprensa no dia 29 de julho.
Ministro deu explicações sobre as polémicas em conferência de imprensa no dia 29 de julho.Foto: Gerardo Santos

Mulher e filho de Luís Neves recebidos na Câmara de Odemira em reunião técnica

Familiares do ministro estiveram acompanhados do mandatário do caso.
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A Câmara Municipal de Odemira recebeu o filho, a esposa e o mandatário em reunião com os responsáveis pela área de fiscalização e urbanismo no município. O encontro foi solicitado pelo próprio ministro e ocorreu na passada terça-feira, noticia o Correio da Manhã.

Segundo o jornal, a reunião foi para discutir as obras no monte em São Teutónio, de propridade do ex-diretor da Polícia Judiciária (PJ). As remodelações tiveram o objetivo de transformar o monte num alojamento local para turismo.

Ao CM, Luís Neves respondeu que tratou-se de “uma reu­nião téc­nica entre muní­ci­pes que pre­ci­sam de resol­ver um pro­blema e a estru­tura téc­nica que tem a res­pon­sa­bi­li­dade de dar res­posta a esse pro­blema”.

A autarquia terá recebido a informação dos representantes do ministro que foram pedidos três pareceres. Os documentos foram solicitados à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A), a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Agora, a câmara municipal aguarda as respostas destas entidades chamadas a pronunciar-se. O processo de vistoria do local iniciou a 14 de julho, na sequência de denúncias da imprensa.

Perante as suspeitas de eventuais “operações urbanísticas irregulares”, a autarquia afirmou na ocasião que está a desenvolver os procedimentos necessários para apurar a situação. “Está o município a proceder em conformidade para verificar a legalidade destas mesmas operações urbanísticas efetuadas neste local”, avançou.

O que Luís Neves explicou sobre as obras

O ministro deu explicações sobre as polémicas em conferência de imprensa no dia 29 de julho. Quanto às obras, que começaram na primavera de 2024, Neves disse que ocorreram “quase sempre aos fins de semana” e “muitas vezes com a minha própria mão de obra e do meu filho”.

E descreveu-as como “pequenas reparações, sem alterar paredes mestras nem aumentar áreas”, referindo um alpendre e uma zona para estacionamento.  Quanto à polémica piscina que não tem licenciamento da Câmara de Odemira, o ministro disse que pediu para fazer um tanque de rega, que contra a sua vontade “depois acabou por se transformar numa piscina”. E acrescentou já ter solicitado, “com humildade”, uma reunião à autarquia, com caráter de urgência, “para esclarecer e regularizar o que tiver de ser regularizado”.

Realçando que a empresa de João Santos Carvalho já tinha obtido 11 adjudicações da PJ em 2023, quando o conheceu, Neves defendeu que a Construbarcelos “nunca teve um peso determinante, ou sequer particularmente relevante”, entre os contratos públicos da entidade que liderou entre 2018 e 2026, com 8% dos 27 milhões de euros gastos em empreitadas nesse período.

Quanto às obras na sua casa em Odemira, que já terão implicado um gasto de 18 mil euros, disse que os pagamentos a João Santos Carvalho foram feitos em numerário, ao longo de diversos fins de semana, pela sua mulher.

*Com Leonardo Ralha

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