A coordenadora nacional cessante do BE, Mariana Mortágua, disse na manhã deste sábado, 29 de novembro, esperar que a 14.ª Convenção traga “a mudança que o partido precisa” e, apesar de admitir erros, negou que tenham sido “determinantes”, apelando a uma reflexão à esquerda. “Acho que o Bloco precisa de uma mudança. Eu espero que esta Convenção seja a convenção da mudança. Tenho a certeza que é a convenção que o BE precisa neste momento”, afirmou Mariana Mortágua, à entrada da 14.ª Convenção Nacional, que decorre no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.A coordenadora, que em outubro anunciou que não pretendia recandidatar-se ao cargo que ocupa desde 2023, admitiu erros durante o seu mandato, mas considerou que “muito provavelmente não foram determinantes para uma coisa que é muito maior do que nós” que é “o poderosíssimo avanço da direita e das suas ideias”. .“Se me pergunta se a minha direção e se o meu mandado foi capaz de combater esse avanço da extrema-direita, não, não foi”, reconheceu.Neste contexto, Mortágua considerou que o partido “precisa de mudar, precisa de refletir e esta convenção serve para isso”.Além do BE, toda a esquerda que "está hoje muito fragilizada", tem que "hoje que refletir, que pensar, que discutir abertamente sobre o que fez bem, sobre o que fez mal, sobre o contexto em que vive e quais são as condições da mudança que Portugal precisa".Na ótica de Mortágua, "a esquerda tem que ir ao debate das ideias"."Estamos a perder a batalha das ideias. A batalha ideológica mesmo. A direita tem um poder ideológico hoje em Portugal fortíssimo. E a esquerda tem que ir a esse combate", considerou..José Manuel Pureza defende que BE “tem que mudar para crescer”.André Ventura e Catarina Martins entre risos e acusações no "debate que não teve nada a ver com presidenciais"