José Manuel Pureza, que encabeça a moção A à XIV Convenção Nacional do BE, considerou este sábado, dia 29 de novembro, que o partido “tem que mudar para crescer” e defendeu “todos os diálogos” para que a esquerda volte a ganhar iniciativa e força.“Já houve tantos vaticínios de desaparecimento, nunca se cumpriram. O Bloco é um partido que tem força. Está numa situação difícil é evidente, tem que mudar para crescer, é evidente”, disse Pureza à chegada da reunião magna que arranca este sábado em Lisboa e marca a despedida de Mariana Mortágua da liderança do partido.O antigo vice-presidente do Parlamento antecipou dois dias de discussão sobre “caminhos e formas de ganhar força”, mas sobretudo do partido estar ao “serviço das lutas de quem não tem poder e de quem está a ser agredido pela extrema-direita, pela direita extrema”.“Temos que ter a capacidade de, com inteligência, com humildade, fazer todos os diálogos que forem necessários para que a esquerda reganhe iniciativa e reganhe força no nosso país. O Bloco tem isso no seu ADN e vai procurar cumpri-lo”, assegurou. .Outro das bases de uma eventual liderança sua, segundo Pureza, é a necessidade do BE “alterar procedimentos e a cultura de organização”.“Temos que ser uma organização com muito maior capacidade de envolvimento, muito maior capacidade de tratar bem a militância, de estimular a militância. Isso é absolutamente fundamental e temos que nos organizar para isso e eu acho que há uma vontade unânime nesse sentido”, enfatizou.A XIV Convenção Nacional do BE arrancou este sábado, em Lisboa, com a intervenção de abertura por Mariana Mortágua, que se despede da coordenação, ao fim de dois anos de um mandato marcado pelo declínio eleitoral do partido. .Convenção do Bloco de Esquerda abre porta a Pureza e a uma gestão local feita em secretariado.Bloco de Esquerda: José Manuel Pureza muda perfil sem liderar revolução ideológica