Carlos Brito, que foi ministro da Defesa Nacional, durante dois meses, na primeira maioria absoluta de Cavaco Silva, e destacado dirigente do Partido Social Democrata (PSD), morreu este domingo (31 maio) aos 90 anos. A notícia foi divulgada pelo PSD, que manifestou profundo pesar pelo desaparecimento de uma das figuras de referência da vida pública portuguesa.Nascido no Porto a 19 de novembro de 1935, Carlos Eugénio Pereira de Brito formou-se em Engenharia Civil e construiu um percurso marcado pela intervenção na política, na administração pública e no setor empresarial ligado à energia, transportes e serviços municipais.Ao longo da sua carreira política, desempenhou funções de ministro da Defesa Nacional no XI Governo Constitucional, entre janeiro e março de 1990, foi deputado à Assembleia da República na VII Legislatura, entre 1995 e 1999, governador civil do Porto e vereador da Câmara Municipal do Porto durante o mandato de Paulo Vallada (1982-1985). No seio do PSD, exerceu os cargos de vice-presidente da Comissão Política Nacional e de conselheiro nacional.Paralelamente à atividade política, desenvolveu uma vasta carreira técnica e de gestão, lembra o PSD. Ocupou cargos de direção e administração na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), na Hidroelétrica do Douro, na Companhia Portuguesa de Eletricidade e na EDP, onde foi diretor-central de Organização e assessor do Conselho de Administração. Exerceu igualmente funções nos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) do Porto e foi fundador do Sindicato dos Engenheiros do Norte.Na nota de pesar divulgada, o PSD destacou o "legado de dedicação ao desenvolvimento do País e de projeção da Engenharia em Portugal", bem como o facto de ter servido Portugal "com dedicação e elevado sentido de responsabilidade, assumindo diversas funções relevantes na administração pública, vida política nacional e no poder local".