Montenegro diz que é preciso "aguentar o tempo da mudança", em referência aos exames nacionais
O primeiro‑ministro, Luís Montenegro, defendeu esta segunda‑feira, 21 de setembro, na inauguração da Escola Secundária de Cascais, que o país tem de "aguentar o tempo da mudança, o tempo do progresso", numa referência ao processo de digitalização dos exames nacionais, cuja implementação no final do último ano letivo provocou atrasos na correção das provas.
A Escola Secundária de Cascais, conhecida por "Poli", de acordo com o que vários alunos e ex-alunos referiram na inauguração, foi construída em 1975, mas manteve-se em instalações "provisórias" durante estas cinco décadas, lembrou a diretora do Agrumpamento de Escolas de Cascais, Inês Muller.
Perante alunos, professores, técnicos e famílias, Luís Montenegro afirmou que a transformação digital "faz parte de um percurso maior", que começa "nas creches e nos jardins de infância", atravessa todos os ciclos e culmina no ensino secundário, onde cada estudante deve poder seguir "a sua vocação, o seu sonho", seja no ensino superior ou no ensino profissional. "Quando cada um consegue realizar os seus projetos, a sociedade tem mais condições para evoluir", afirmou.
O primeiro‑ministro reconheceu que o processo de digitalização "foi posto à prova" no ano letivo anterior, mas sublinhou que "se superou, se suplantou", insistindo que a escola deve ser "um sistema que acolhe", "uma escola de todos", capaz de integrar mudanças e transformações. "Sabemos que este ano comporta novos desafios, como aquele que terminou teve as necessidades que tiveram de ser preenchidas", afirmou, apelando à confiança no caminho iniciado.
O chefe do Governo destacou ainda o papel do Presidente da República, António José Seguro, presente na inauguração,“interessado e empenhado em tudo o que acontece na escola”, e saudou os estudantes do ensino secundário, lembrando que o aprofundamento do conhecimento exige “respeito, tolerância” e capacidade de adaptação
A inauguração decorre em Cascais, “uma área com elevado nível de desenvolvimento", que o primeiro‑ministro apresentou como exemplo de uma comunidade educativa capaz de projetar “nos outros o eu de cada um de nós”.
(Em atualização.)

