O dia de campanha, esta quarta-feira, 14 de janeiro, começou com um pedido de João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela IL, a apelar ao voto do PSD, numa missiva dirigida a Luís Montenegro, evocando um “sentido de responsabilidade” e agitando o desejo de não querer ver uma segunda volta disputada entre António José Seguro e André Ventura. Em resposta, Luís Montenegro apareceu, ao final do dia, na campanha de Luís Marques Mendes, comparando o candidato apoiado pelo PSD a Marcelo Rebelo de Sousa ou a Aníbal Cavaco Silva, sublinhando, porém, que a corrida a Belém ultrapassa o trabalho partidário. O apelo à concentração de votos, mas à esquerda, foi uma estratégia seguida também por António José Seguro, que pediu aos portugueses que evitassem “um pesadelo”, no sentido de garantirem “que um democrata possa passar à segunda volta”. “Que é o meu caso”, rematou.“A minha responsabilidade é de apelar a cada portuguesa e a cada português para concentrar os votos na minha candidatura para que a democracia passe à segunda volta”, acrescentou o candidato apoiado pelo PS, alertando que a “euforia nos últimos dias”, com a sua candidatura em vários barómetros a surgir em lugares cimeiros, não garante a vitória..“Quem ganha eleições e elege o Presidente são os portugueses”, explicou, apresentando duas hipóteses, sem referir nomes: “Quem quer o radicalismo e o extremismo, vota nesse candidato. Quem quer a moderação, a defesa da Constituição, a democracia com qualidade, um Serviço Nacional de Saúde que responda a tempo e horas aos portugueses, vota em mim.”Luís Montenegro acabou por criticar partidos como o PS, IL e Chega por entrarem “nesta campanha eleitoral para colocar em Belém uma extensão daquilo que é o seu trabalho político na Assembleia da República”.“Se há muitos partidos que querem ter em Belém uma extensão da Assembleia da República, há um partido, que é o PSD, que não quer ter em Belém uma extensão do Governo”, afirmou, destacando como essencial eleger “uma personalidade que dê segurança e estabilidade a Portugal”.Entre os vários elogios que não poupou a Marques Mendes, Montenegro classificou o antigo líder social-democrata como o “mais conhecedor da função de Presidente da República, das competências, do âmbito de atuação, do exercício da função presidencial”.Horas antes, Henrique Gouveia e Melo, o candidato que vinca que apresenta uma candidatura apartidária, disse estar “angustiado com o que se passa”, argumentando “que podemos correr o risco de escolher um mau Presidente da República”.Com o apelo à consciência dos portugueses, o almirante sublinhou que era fundamental, “quando falam em voto útil”, que não pensassem em partidos..Gouveia e Melo diz que nunca falou em criar partido. "Quero ter voz e uma participação cívica na sociedade”.Presidenciais. Contra o “consenso neoliberal”, António Filipe garante não ter tido “um refluxo”.Presidenciais 2026: das interações de Ventura ao 'engagement' de Jorge Pinto, como comunicam os candidatos nas redes sociais