Montenegro, Costa e Carneiro felicitam Lula da Silva pela vitória no Brasil
O primeiro-ministro Luís Montenegro reagiu, na manhã desta segunda-feira, 26 de outubro, à reeleição de Lula da Silva para a Presidência da República do Brasil.
"Felicito @LulaOficial pela sua vitória nas eleições presidenciais brasileiras. Países irmãos, unidos pela História, por uma língua que tanto nos aproxima e afirma internacionalmente e por profundos laços humanos que se fortalecem diariamente", escreveu o primeiro-ministro numa publicação na rede social X.
Montenegro aproveitou para recordar que Portugal e o Brasil são "importantes parceiros económicos" e que aliam-se "na resposta aos desafios internacionais pela via da paz e do diálogo".
Antes do primeiro-ministro, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, partilhou a sua mensagem. "O povo brasileiro falou. Parabéns pela sua releeição, Presidente @lulaoficial!", escreveu na publicação de uma foto sua com Lula.
António Costa revelou ter telefonado para o presidente brasileiro ainda na noite de domingo, madrugada em Portugal, para celebrar a vitória. "A União Europeia e o Brasil são parceiros sólidos", ressaltou. "Vamos continuar a trabalhar juntos para aprofundar os nosso laços, enfrentar os desafios globais e construir um mundo mais pacífico e próspero".
Outra liderança socialista a felicitar Lula foi o secretário-geral do PS José Luís Carneiro. "Uma importante vitória para a democracia", definiu, aproveitando para saudar "todos os brasileiros que participaram neste ato eleitoral, com uma palavra de especial proximidade aos que vivem em Portugal e que tanto contribuem para o nosso país".
Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) com 51,79% dos votos válidos, numa 'virada' inédita, como se diz no Brasil, já que havia terminado a primeira volta atrás do filho de Jair Bolsonaro. Nunca antes na história da democracia brasileira um candidato que perdeu a primeira volta conquistou a vitória na segunda.
Além disso, o petista também ampliou a sua votação, tendo alcançado cerca de quatro milhões de votos a mais do que obteve no dia 4 de outubro.
Flávio Bolsonaro terminou com 48,21% dos votos válidos, contestou o resultado no seu discurso e afirmou que vai pedir a anulação das eleições. Em Portugal, a reação em apoio ao candidato derrotado veio do partido Chega, com uma manifestação do vice-presidente Pedro Frazão.
"Todo o meu apoio a Flávio Bolsonaro no exercício do seu direito de contestar os resultados eleitorais pelas vias legais! Que todas as dúvidas sejam esclarecidas com transparência e respeito pela vontade dos brasileiros", escreveu Frazão numa publicação partilhada no X.

