Moedas apela a que não se deixe a República "enfraquecer"
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, lembrou no seu discurso a necessidade da "devoção" à República para garantir que ela não morre, comparando com as lições da República romana.
"Há uma reflexão, escrita há quase trezentos anos, sobre homens como Catão, Bruto e Cássio", afirmou o autarca, explicando que "o amor por aquilo que somos pode levar-nos a sacrificar a própria vida".
"Os romanos de que vos falei não quiseram sobreviver à sua República. Nós arriscamo-nos a deixá-la enfraquecer sem sequer dar por isso", afirmou Moedas, avisando que os "sinais do afastamento" são "o partidarismo cego, o discurso radical, a cultura da impunidade".
Moedas afirmou que a República é posta à prova em temas como "a segurança e a habitação". "Uma cidade que não protege os seus não é livre", afirmou Moedas, defendendo "mais meios" para quem faz esse papel, como a polícia e os bombeiros.
Sobre a habitação, que considerou "o maior desafio", Moedas mostrou-se contra "as lutas ideológicas". "Só se resolve fazendo(...) As lutas ideológicas nunca deram uma casa a ninguém", insistiu.
