Ministro das Finanças já teve alta hospitalar
ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Ministro das Finanças já teve alta hospitalar

Segundo o ministério, Miranda Sarmento encontra-se bem, podendo retomar em pleno o cumprimento das suas funções na próxima semana.
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O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já teve alta hospitalar, após mais de 24 horas em observação no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Segundo nota do ministério, "após ter dado entrada na Unidade Local de Saúde de Santa Maria ontem, onde esteve sob observação no Serviço de Neurologia, o Ministro de Estado e das Finanças teve alta esta tarde".

"O Ministro encontra-se bem e em período de repouso, podendo retomar em pleno o cumprimento das suas funções na próxima semana", acrescenta a nota.

Miranda Sarmento deu entrada ao início da manhã de quarta-feira, 25, no Hospital de Santa Maria, na sequência de uma indisposição tendo realizado exames que descartaram o cenário de um AVC, mas ficou em observação por precaução.

Mesma nota do gabinete, Joaquim Miranda Sarmento "agradece a preocupação e solidariedade manifestada por todos, assim como o cuidado e competência dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde".

O governante, de 47 anos, terá sofrido um Acidente Isquémico Transitório (AIT), segundo apurou o DN.

De acordo com aquilo que explicou ao DN a presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Cristina Gavina, o AIT “é transitório porque os sintomas são rapidamente reversíveis (em 24 horas por exemplo), ao contrário do que acontece com um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em que o mesmo tipo de sintoma persiste no tempo”. Ou seja, “são limitações provisórias do fluxo sanguíneo no cérebro, que até podem não deixar marcas visíveis num exame como o TAC”. No entanto, são um sinal de alerta. "Se nada for feito, a seguir vem um AVC”, alertou a médica.

O glossário do grupo hospitalar CUF explica que "um acidente isquémico transitório (AIT) consiste num bloqueio temporário e de curta duração - habitualmente, de menos de cinco minutos - do fluxo sanguíneo para o cérebro ou medula espinhal. Na situação de poder ser causado por um coágulo, o coágulo que provoca o bloqueio costuma dissolver-se por si mesmo ou soltar-se".

Este AIT é "muitas vezes apelidado de mini AVC ou princípio de AVC", mas "o facto de não causar danos permanentes leva a que muitas vezes seja ignorado".

Contudo, explica o documento do grupo CUF, "o AIT é na verdade um aviso e pode frequentemente preceder um futuro acidente vascular cerebral (AVC) - possivelmente, nas horas ou dias seguintes -, devendo ser encarado com seriedade e como uma oportunidade de atuar na sua prevenção".

"À semelhança de um AVC, o AIT pode afetar a fala, a visão ou os movimentos de determinadas partes do corpo."

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