Marcelo promulga lei do lóbi
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Marcelo promulga lei do lóbi

O chefe de Estado considerou que "foram tomadas em consideração as principais questões que justificaram o veto à anterior versão".
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O Presidente da República promulgou esta segunda-feira, 26 de janeiro, a chamada lei do lóbi, que estabelece regras de transparência para a representação de interesses junto de entidades públicas e "cria o Registo de Transparência da Representação de Interesses".

Em nota publicada no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "foram tomadas em consideração as principais questões que justificaram o veto à anterior versão", decisão tomada em julho de 2019.

O decreto "aprova regras de transparência aplicáveis à interação entre entidades privadas, nacionais ou estrangeiras, e entidades públicas, que pretendam assegurar representação legítima de interesses e cria o Registo de Transparência da Representação de Interesses (RTRI)", a "funcionar junto da Assembleia da República", que será de "registo único" e "de acesso público".

No verão de 2019, o chefe de Estado vetou o diploma do parlamento apontando-lhe "três lacunas essenciais", em particular o facto de "não prever a sua aplicação ao Presidente da República".

Na justificação do veto, Marcelo Rebelo de Sousa referiu também "a total omissão quanto à declaração dos proventos recebidos pelo registado, pelo facto da representação de interesses" e o facto de a lei "não exigir a declaração, para efeitos de registo, de todos os interesses representados, mas apenas dos principais".

De referir que o decreto foi, entretanto, aprovado na Assembleia da República com os votos a favor de PSD, Chega, PS, IL Livre, CDS-PP, PAN e JPP, e a oposição do PCP.

Marcelo promulga lei do lóbi
Regime da atividade de lóbi aprovado em comissão apenas com a oposição do PCP

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