Luís Neves garante estar “absolutamente confortável” no Governo e pronto para responder a todos os inquéritos
O ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves, afirmou esta sexta-feira (18 de setembro) que se sente "absolutamente confortável" no Governo e assegurou que "lá estará" para esclarecer todos os inquéritos, averiguações e audições quando for chamado.
"Eu estou absolutamente tranquilo para enfrentar e esclarecer todos os inquéritos, averiguações, audições em todo o lado. Portanto, estou muito à vontade. É o que tiver que acontecer. Lá estarei", disse o ministro, quando questionado sobre a intenção do Chega de apresentar um terceiro requerimento para tentar forçar um inquérito parlamentar sobre a atuação do atual MAI enquanto esteve à frente da Polícia Judiciária.
À margem da cerimónia que assinalou o 135º aniversário da Polícia Municipal de Lisboa, e quando sondagens revelaram que Luís Neves é um ministro impopular, o MAI afirmou que "mal seria" se a sua ação governativa se guiasse por sondagens.
"Estou muito feliz no meu trabalho", afirmou, destacando que nos últimos meses foram resolvidos problemas nas fronteiras e criadas estruturas no âmbito do combate aos incêndios.
O ministro afirmou ainda que se sente "absolutamente confortável" no Governo apesar destas polémicas. "Absolutamente confortável. No dia em que não me sentir confortável, sou eu próprio a dizer ao senhor primeiro-ministro que não me sinto confortável", sublinhou.
O Chega anunciou na quinta-feira que vai propor novamente a constituição de uma comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária, depois de o presidente da Assembleia da República ter rejeitado admitir as últimas duas propostas.
Este será o terceiro requerimento que o Chega apresenta para tentar forçar um inquérito parlamentar sobre a atuação do atual ministro da Administração Interna enquanto esteve à frente da Polícia Judiciária (entre 2018 e 2026).
O líder do Chega pediu ao presidente da Assembleia da República que não seja "um bloqueio institucional" a este inquérito.
