Esquerda tem contestado ações culturais levadas a cabo no 25 de Abril.
Esquerda tem contestado ações culturais levadas a cabo no 25 de Abril.Amin Char/Global Imagens

Lisboa. PS quer que Moedas se oponha ao Governo na deslocalização do Centro Interpretativo do 25 de Abril

PS leva moção à reunião de Câmara desta quarta-feira. Livre tinha avançado com ideia de petição para que Centro ficasse em Lisboa. PCP e Bloco criticam apoios ao festival Chic-Nic.
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O Partido Socialista leva esta quarta-feira uma moção a sede de reunião de Câmara Municipal incidindo na decisão quanto ao Centro Interpretativo 25 de Abril. Luís Montenegro disse que "haverá aquilo que está em discussão", confirmando a deslocalização do projeto, previsto para 2026. Santarém já mostrou abertura para receber a instalação, porém, o Livre, no Parlamento, prometeu avançar com uma petição para que a localização se mantivesse, como inicialmente prevista, em Lisboa e o PS, na CM Lisboa, não deixa cair o tema.

Alexandra Leitão e os restantes três vereadores socialistas instam Carlos Moedas "a esclarecer em que momento e por que via é que a Câmara foi informada, se é que já foi, que o Governo não pretende executar o protocolo firmado", reiterando que, no seu entendimento, deve ser manifestada "firme oposição à intenção anunciada pelo Ministro da Presidência [Leitão Amaro] de abandonar este projeto na cidade de Lisboa ou reconfigurá-lo." Por isso, vão ser pedidos esclarecimentos sobre as diligências do presidente da Câmara para garantir que o Centro Interpretativo fosse edificado em Lisboa.

O PS recorda que fora "assinado um protocolo entre a Associação 25 de Abril, a Câmara Municipal de Lisboa e o Governo, que previa a instalação do Centro na ala nascente do Terreiro do Paço, nas atuais instalações do Ministério da Administração Interna, e um financiamento de cerca de 5,2 milhões de euros", criticando que o projeto se encontre "parado, sem calendário ou localização definida.

PCP e Bloco de Esquerda abordam apoios ao Chic-Nic

Ao que o DN apurou, Bloco de Esquerda e PCP vão coincidir nas críticas ao apoio dado na implementação do festival Chic-Nic no Parque Eduardo VII, questionando um investimento de 75 mil euros, por ajuste direto, num projeto cultural que implicará, para os visitantes, um investimento entre 150 e 300 euros. O PCP já tinha apresentado a reivindicação em Assembleia Municipal e o Bloco questionara os "fundamentos públicos". A Sábado revelou, numa investigação, os 75 mil euros pagos a Gonçalo Castel-Branco, produtor e que colaborou na campanha de Moedas.

O PCP vai ainda apresentar uma proposta alternativa quanto à área da antiga Fábrica Barros, na Zona Oriental da cidade. João Ferreira contesta a revogação do Plano de Pormenor do Projeto Urbano Parque Oriente e pede uma "alteração ao Plano de Pormenor que tenha como orientação fundamental a satisfação de habitação, atividades económicas, equipamentos, espaço público, bem como a preservação do valor arquitetónico."

Já o Bloco de Esquerda abordará a situação da EGEAC e as palavras da administração depois da greve que os trabalhadores cumpriram. O partido questionou o Governo e a Câmara se a unidade hoteleira que fica responsável pelo Quartel da Graça paga renda, considerando que "não há informação sobre a contrapartida anual do contrato de concessão do Quartel da Graça."

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