José Luís Carneiro, secretário-geral do PS.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS.Foto: Gerardo Santos

José Luís Carneiro diz que Marcelo e Marques Mendes deram "puxão de orelhas" ao Governo

O secretário-geral do PS diz que essa reprimenda tem a ver “com o facto de a AD se ter colocado no colo do Chega” no que diz respeito a entendimentos parlamentares entre ambas as forças políticas.
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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou esta sexta-feira, 29 de agosto, que o primeiro-ministro e o Governo levaram “um grande puxão de orelhas” de Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes por se terem “colocado no colo do Chega”.

“O doutor Marques Mendes e o professor Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, na Universidade Verão do PSD, deram um grande puxão de orelhas ao primeiro-ministro e ao Governo da AD”, afirmou José Luís Carneiro, em Almodôvar, no distrito de Beja.

Segundo o líder socialista, esse puxão de orelhas está relacionado “com o facto de a AD se ter colocado no colo do Chega”, aludindo a eventuais entendimentos entre a coligação PSD/CDS-PP e o partido de André Ventura.

“E o que disseram, um candidato presidencial e outro Presidente da República, foi que isso punha em causa os valores fundadores do PPD”, prosseguiu.

José Luís Carneiro falava aos jornalistas à chegada a esta vila alentejana, ponto de paragem da rota “Pela coesão e valorização do território”, que está a fazer pela Estrada Nacional 2 (EN2).

Questionado sobre se o PS está disponível para entendimentos quanto à lei da nacionalidade, como defendeu Marques Mendes na Universidade de Verão do PSD, o secretário-geral do PS avisou que, “se o Governo optar por ficar no colo do Chega, isso é incompatível com o Partido Socialista”.

“O Governo tem que compreender o significado de querer estabelecer alianças com um partido que quer alterar a democracia portuguesa e o Estado de Direito”, argumentou.

Carneiro deu como exemplo do que alega em relação ao Chega o facto de este partido ter anunciado uma manifestação após o veto do Presidente da República à lei dos estrangeiros, na sequência do chumbo de cinco normas deste diploma pelo Tribunal Constitucional.

“Ou seja, uma manifestação contra um tribunal mostra-nos bem o que é que pretendem estas pessoas em relação ao regime democrático”, salientou.

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