Com a revolta contra o pacote laboral como prioridade política nesta fase, o coordenador do Bloco de Esquerda José Manuel Pureza reuniu-se com a CGTP na semana transata e deslocou-se esta segunda-feira (2) à sede da UGT."Este vai ser um processo longo, que terá várias etapas e o compromisso do Bloco de Esquerda é de fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para não permitir que o tema arrefeça no debate público. Há uma intransigência reiterada por parte do Governo, há uma obsessão ideológica que faz com que o Governo continue a insistir num conjunto de propostas que são muito gravosas para as pessoas que trabalham. Quisemos avaliar as condições que existem para que a mobilização sindical se mantenha com grande intensidade", destacou, salientando que a greve geral "deu força à luta, tornou-a popular" e que há o esforço "convergente entre partidos e sindicatos para manter uma grande mobilização."O coordenador do Bloco de Esquerda relembra que o processo "passará por Parlamento, debate público e apreciação de constitucionalidades". E adianta que apesar de o País estar nesta altura "traumatizado com a situação da tempestade", a sociedade "não permitirá que este [pacote laboral] seja um tema atirado para o mundo do esquecimento."Críticas ao Governo na resposta à depressão KristinSobre a depressão Kristin, Pureza considerou que o Governo "respondeu tarde e a más horas", e criticou "encenações do ministro da Defesa", que utilizou "forças armadas para esse efeito." "O Governo portou-se mal nesta matéria e as populações dos sítios mais devastados pela tempestade perceberam isso como ninguém e revoltaram-se. O clima de indignação é muito grande e muito justificado. No pacote agora aprovado de 2,5 mil milhões de euros não há nenhum compromisso firme de reerguer infraestruturas absolutamente decisivas", critica José Manuel Pureza, que aponta que "o mecanismo europeu de solidariedade, o mecanismo europeu de proteção civil e a reprogramação dos fundos estruturais do PRR deviam estar em marcha."O coordenador do Bloco de Esquerda afirma ainda que o pacote "só pode ser a primeira tranche de um apoio público" e retomou a questão da lei laboral para lembrar que "se o Governo decide acrescentar a desmotivação que decorre de condições de trabalho que são penosas à situação que agora afetou o país, o Governo bem pode clamar pela motivação das pessoas."A UGT prepara uma contraproposta à lei laboral do Governo, com pelo menos 90 sugestões de alterações. Como se sabe, as duas centrais sindicais estiveram juntas numa greve geral, a 11 de dezembro de 2025, que não acontecia desde 2013..Revista de imprensa. Um país virado do avesso com UGT a preparar contraproposta à lei laboral .CGTP ameaça com mais luta, enquanto UGT aceita acordo salarial.José Manuel Pureza ataca pacote de lei laboral: "A intransigência da ministra é a intransigência do Governo"