O líder socialista José Luís Carneiro considerou este sábado, 14 de março, que o resultado da sua reeleição lhe “atribui especiais responsabilidades” e que está habilitado “no futuro a ser candidato a primeiro-ministro”, adiantando que pedirá uma reunião ao Presidente da República.Num discurso na sede do Partido Socialista, no Largo do Rato, em Lisboa, depois de serem conhecidos os resultados provisórios da sua reeleição como secretário-geral com mais de 96% dos votos, José Luís Carneiro, que voltou a ser candidato único, referiu que os jovens que não estudam nem trabalham são a “primeira e a mais importante prioridade neste momento”.“Com certeza que me candidatei a secretário-geral para servir o meu país, e para servir o meu país naturalmente habilitando-me no futuro a ser candidato a primeiro-ministro”, afirmou.Segundo o líder reeleito, “esta é uma votação que exprime uma ampla vontade”, uma “vontade plural, diversa, mas convergente com a liderança do Partido Socialista”.“Este é um resultado que me atribui especiais responsabilidades. E uma das mais importantes responsabilidades do líder de um partido como o PS é o do respeito pela diversidade de opiniões, pela pluralidade das expressões internas, porque essa é a grande força que faz do PS o grande espaço da democracia, a grande casa comum da democracia”, disse.Carneiro disse ainda que tem a intenção, como secretário-geral eleito, de pedir uma reunião com o Presidente da República, António José Seguro, para lhe apresentar cumprimentos e falar “sobre outros assuntos”.“É conhecida a nossa posição, nós estamos disponíveis para construir soluções que sirvam o país. Por isso mesmo avançamos desde julho do ano passado a confluência em áreas de soberania, na defesa, na justiça, na segurança interna, e disponibilizámo-nos também para construir soluções em relação à saúde. Aguardarei, naturalmente, pela iniciativa do Sr. Presidente da República”, respondeu, sobre o pacto da saúde..José Luís Carneiro reeleito secretário-geral do PS com 96,9% dos votos.José Luís Carneiro acusa Governo de falhar execução de 60 milhões de euros do PRR por semana