"Votaremos contra, de forma fundamentada e convictamente, estas duas propostas que mais não são do que uma contrarreforma laboral que o Governo, de modo insensível e despudoradamente desconsiderando os parceiros sociais, levou à Assembleia da República", afirmou esta quinta-feira, 21 de maio, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, referindo-se a proposta de lei que o Governo avançou para rever a Lei Laboral.A garantia de voto contra na generalidade dada pelo líder do PS será vincada "mesmo que o primeiro-ministro venha com a proposta que apresentou na véspera da greve geral de avançar para um salário mínimo dos 1600 euros", explicou, acrescentando que o partido quer "que os trabalhadores estejam conscientes e que a sociedade portuguesa esteja consciente de que essa é uma moeda de troca para a precariedade".A palavra insensibilidade foi evocada várias vezes pelo líder socialista para descrever aquilo que considerou ser "uma contrarreforma laboral", considerando também que o governo traz à Assembleia da República uma "ofensa, particularmente aos mais jovens".José Luís Carneiro afirmou ainda que a sensibilidade do Governo "é especialmente sentida no que respeita à ofensa às famílias que têm que compatibilizar a vida pessoal com a vida profissional, com a vida familiar, particularmente às famílias com filhos menores até aos 12 anos, mas também mesmo em relação aos deveres de amamentação e ao direito de amamentação das mães, mas ainda uma profunda insensibilidade no que respeita à desproteção dos mais vulneráveis, entre eles, aqueles a quem o Governo quer abrir a porta de novo das relações de trabalho informais, estimulando a economia informal e, com isso, fazendo com que o país recue décadas num percurso de evolução social e de evolução económica".O líder socialista disse porém que o partido não deixará de acrescentar um contributo alargado para a proteção dos trabalhadores.Em atualização..Carneiro diz que reforma laboral proposta pelo Governo iria "asfixiar" as empresas.PS cola rejeição do Pacote Laboral a “traves mestras”, que o Governo mantém