Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal.
Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal. Foto: Leonardo Negrão

Iniciativa Liberal rejeita "inversão moral" de ver regime "opressivo e assassino" do Irão como vítima

Mariana Leitão diz que a IL "rejeita a guerra como ferramenta de política externa", mas Portugal deve alinhar-se com os parceiros europeus, "sem ceder a narrativas" que branqueiem o regime de Teerão.
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A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, defendeu nesta segunda-feira - referindo-se às críticas à "Operação Fúria Épica", na qual os Estados Unidos e Israel estão a atacar o Irão - que o seu partido "rejeita a inversão moral que pretende ver como vítima um regime que há décadas faz do seu próprio povo a primeira e principal vítima".

Apesar de garantir que a Iniciativa Liberal "rejeita a guerra como ferramenta de política externa", a líder partidária escreveu, numa publicação partilhada nas suas redes sociais, que "nunca fechou os olhos à realidade de um regime que viola sistematicamente direitos humanos fundamentais e o direito internacional, apoiando vários grupos terroristas e sendo determinante na agressão russa à Ucrânia", cujas cidades têm sido atingidas por drones de fabrico iraniano.

Sem se referir diretamente aos bombardeamentos norte-americanos e israelitas que, entre outras altas figuras do regime de Teerão, mataram o ayatollah Ali Khameinei, líder supremo da República Islâmica, Mariana Leitão defendeu que, além da "defesa intransigente" dos Direitos Humanos, "Portugal deve estar alinhado com os parceiros europeus na proteção dos seus interesses estratégicos, sem ceder a narrativas que procuram branquear a natureza opressiva e assassina do regime iraniano".

Referindo que cabe ao Estado português garantir que todos os cidadãos residentes na região estão protegidos e poderão regressar em segurança, tendo em conta os bombardeamentos no Irão e as retaliações do regime de Teerão, com mísseis disparados contra países vizinhos, Mariana Leitão mantém a sua posição contra a "repressão brutal exercida pelo regime islâmico" e sublinja que a IL "está ao lado do povo iraniano, que tem sacrificado a própria vida na luta contra um regime teocrático, que vive do medo, da censura e da violência institucionalizada."

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