O líder parlamentar da Iniciativa LIberal (IL), Mário Amorim Lopes, garantiu que o seu partido não aprovará uma petição que deu entrada na Assembleia da República, tendo em vista a ilegalização do Chega, apesar de ter estado entre as forças que votaram a favor da sua admissão."Que não haja dúvidas quanto à nossa posição quando a petição for discutida e votada: queremos derrotar o Chega nas urnas, não na secretaria. Não seremos obviamente coniventes com qualquer tentativa de ilegalização administrativa", escreveu Amorim Lopes, nas suas redes sociais..A petição, que juntou 9793 signatários, foi admitida para debate e votação em plenário, depois da aprovação de um relatório da deputada socialista Isabel Moreira nesse sentido, pelos deputados da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais. Votaram a favor PSD, PS e IL, absteve-se o CDS e votou contra o Chega.Segundo Amorim Lopes, a admissão de quaisquer petições é um direito regimental que lhes assiste caso tenham "um número significativo de assinaturas", acrescentando que podem debatidas na Assembleia da República, "por muito estapafúrdias que algumas sejam".O líder parlamentar da IL recordou que, aquando da admissão a debate, no âmbito da Comissão de Assuntos Constitucionais, não foi discutido e votado o objeto da petição. Esse texto defende que o Chega desrespeita valores e princípios essenciais da Constituição da República Portuguesa, mas viu indiferidos dois pontos, sublinhados no relatório de Isabel Moreira: o pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Chega, que não cabe à Assembleia da República e sim ao Tribunal Constitucional, e o pedido de submissão do texto ao Conselho de Estado, órgão consultivo do Presidente da República.Na quarta-feira, também o deputado social-democrata Paulo Lopes Marcelo dissera que o voto favorável do seu grupo parlamentar não implicava concordância com os argumentos jurídicos, constitucionais e políticos dos peticionários.Na petição, aponta-se ao Chega a "normalização do discurso de ódio, racista e misógino", "tentativas de revisão constitucional extremadas", "desrespeito pelos símbolos e valores do 25 de Abril e da Constituição de 1976", "apelos autoritários contra a imprensa e os adversários" e "comportamento institucional sistemático e deliberado de degradação do debate parlamentar". E pede-se a constituição de uma comissão especial de inquérito para estudar o fenómeno do Chega e de outros "movimentos de extrema-direita em ascensão"..Ventura acusa Mendes de se juntar a “tacho de interesses” e critica CDS e IL.Seguro: "Os portugueses não são extremistas" e perceberam diferença face a Ventura