André Ventura.
André Ventura.Tiago Petinga / Lusa

Influencer. Chega vai propor comissão de inquérito para "verificar atos de corrupção" no Governo de Costa

Anúncio foi feito esta sexta-feira (1) pelo líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.
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O Chega vai propor a constituição na Assembleia da República de uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer para “verificação de atos de corrupção” no último Governo de António Costa.

O anúncio foi feito pelo líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.

“O Chega vai, na segunda-feira, avançar com uma comissão de inquérito que procure escrutinar as influências indevidas sobre a exploração destes negócios, o uso de entidades externas indevidamente para a obtenção de benefícios privados ou de exercício de influência indevida, e também para a verificação de atos de corrupção no último Governo de António Costa”, afirmou.

André Ventura disse esperar que esta comissão de inquérito “possa ser aprovada e viabilizada de forma consensual na Assembleia da República”, e adiantou que, se não for aprovada, o Chega forçará a sua constituição.

Hoje, Chega votaria contra a reforma laboral

O líder do Chega indicou ainda que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.

Na mesma conferência de imprensa, Ventura disse ter a expectativa de que o Governo recue nalgumas das propostas que apresentou porque “esta é uma má reforma do trabalho e é uma reforma ineficaz para quem trabalha e que penaliza as pessoas que trabalham”. 

“Portanto, neste momento não pode ter o nosso aval. Se me perguntar se fosse agora, qual era a posição do Chega? Era contra, porque esta não é uma boa reforma do trabalho”, afirmou.

O presidente do Chega voltou a mostrar-se disponível para negociar este dossiê com o Governo e indicou algumas das suas reivindicações, como a descida da idade da reforma para os 65 anos.

O líder do Chega referiu também a greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho e considerou que “é o sinal e o sintoma do fracasso do Governo nestas negociações, que de forma intransigente e de forma até indiferente decidiu levar a cabo aquilo que nem sequer é uma reforma laboral, é a mudança de artigos da legislação laboral, que dificilmente se consegue vislumbrar onde vão melhorar a economia, a produtividade, o crescimento económico, e é isso que faz falta, e é isso que as pessoas querem”.

E defendeu que “o país não se resolve com greves gerais, resolve-se com avanços, com decisão e com negociação”.

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