O Chega vai propor a constituição na Assembleia da República de uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer para “verificação de atos de corrupção” no último Governo de António Costa.O anúncio foi feito pelo líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.“O Chega vai, na segunda-feira, avançar com uma comissão de inquérito que procure escrutinar as influências indevidas sobre a exploração destes negócios, o uso de entidades externas indevidamente para a obtenção de benefícios privados ou de exercício de influência indevida, e também para a verificação de atos de corrupção no último Governo de António Costa”, afirmou.André Ventura disse esperar que esta comissão de inquérito “possa ser aprovada e viabilizada de forma consensual na Assembleia da República”, e adiantou que, se não for aprovada, o Chega forçará a sua constituição..Hoje, Chega votaria contra a reforma laboral.O líder do Chega indicou ainda que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.Na mesma conferência de imprensa, Ventura disse ter a expectativa de que o Governo recue nalgumas das propostas que apresentou porque “esta é uma má reforma do trabalho e é uma reforma ineficaz para quem trabalha e que penaliza as pessoas que trabalham”. “Portanto, neste momento não pode ter o nosso aval. Se me perguntar se fosse agora, qual era a posição do Chega? Era contra, porque esta não é uma boa reforma do trabalho”, afirmou.O presidente do Chega voltou a mostrar-se disponível para negociar este dossiê com o Governo e indicou algumas das suas reivindicações, como a descida da idade da reforma para os 65 anos.O líder do Chega referiu também a greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho e considerou que “é o sinal e o sintoma do fracasso do Governo nestas negociações, que de forma intransigente e de forma até indiferente decidiu levar a cabo aquilo que nem sequer é uma reforma laboral, é a mudança de artigos da legislação laboral, que dificilmente se consegue vislumbrar onde vão melhorar a economia, a produtividade, o crescimento económico, e é isso que faz falta, e é isso que as pessoas querem”.E defendeu que “o país não se resolve com greves gerais, resolve-se com avanços, com decisão e com negociação”.