Gouveia e Melo acredita que há uma intencionalidade nos números dos barómetros
JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Gouveia e Melo acredita que há uma intencionalidade nos números dos barómetros

Entre a direção de campanha da candidatura do almirante, considera-se que as variações apresentadas em alguns barómetros são quase impossíveis do ponto de vista matemático.
Publicado a
Atualizado a

O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou esta quinta-feira, 8 de janeiro, que há uma “intencionalidade nos números” que estão a ser apresentados em estudos de opinião sobre as eleições do próximo dia 18, mas recusou desenvolver a sua tese.

Na porta de entrada da Feira de Mirandela, a meio da manhã, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a ser confrontado pelos jornalistas com números de sondagens que lhe são desfavoráveis na corrida a Belém.

Sem se referir especificamente a um dos barómetros que o coloca em quarto lugar – atrás dos seus adversários António José Seguro, André Ventura e Cotrim Figueiredo -, afastado assim de uma segunda volta, reagiu: “Isso não me tem tirado sono nenhum”.

“Há muita intencionalidade por trás de alguns números. Eu não vou pronunciar-me mais sobre isso. Já disse que o número que interessa é o resultado de dia 18”, contrapôs.

Entre a direção de campanha da candidatura do almirante, considera-se que as variações apresentadas em alguns barómetros são quase impossíveis do ponto de vista matemático.

Num dos barómetros, que apresenta uma rotação diária de 200 entrevistados, Gouveia e Melo caiu um ponto percentual em cada um dos últimos dois dias.

Ora, segundo a candidatura de Gouveia e Melo, no universo dos eleitores portugueses, tal corresponderia a uma variação diária das intenções de voto na sua candidatura acima da centena de milhar. Ou seja, corresponderia a uma quebra diária de votação na sua candidatura numa dimensão superior a 100 mil.

“E nos últimos dias, porém, nada ocorreu de grave que possa justificar a dimensão de uma variação nessa ordem”, sustenta-se.

Entre alguns dos elementos que fizeram parte da direção do PSD liderada por Rui Rio, que agora apoiam a candidatura de Gouveia e Melo, refere-se mesmo que alguns barómetros tiveram uma influência “muito negativa” para os sociais-democratas nas eleições legislativas de 2022.

A divulgação desses dados, diariamente, favoreceu então, segundo eles, uma concentração de votos da esquerda no PS, o que terá permitido a António Costa chegar à maioria absoluta.

Se a candidatura do ex-chefe do Estado-Maior da Armada se sente prejudicada “por essas simulações”, temendo um efeito de desmobilização, também aponta quais os adversários que estão agora, alegadamente, a ser beneficiados: António José Seguro e Cotrim Figueiredo.

Já na quarta-feira, quando visitou o Porto de Leixões, em Matosinhos, Gouveia e Melo deixou uma farpa aos estudos de opinião sobre as eleições presidenciais, falando enquanto usava uma tecnologia que simulava estar a atracar um navio.

“Gosto de simuladores, mas não de sondagens”, declarou.

Gouveia e Melo acredita que há uma intencionalidade nos números dos barómetros
Marques Mendes diz que direção executiva do SNS está “desaparecida em combate”. Seguro e Cotrim exigem resultados
Gouveia e Melo acredita que há uma intencionalidade nos números dos barómetros
André Ventura diz que será “clarinho como água” na divulgação de donativos

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt