Fernando Alexandre, ministro da Educação
Fernando Alexandre, ministro da EducaçãoFoto: Leonardo Negrão

Exames nacionais: Ministro diz que 99,3% das respostas estão corrigidas mas admite falta de classificadores

Fernando Alexandre diz que Júri Nacional de Exames lhe transmitiu essas dificuldades e apelou aos professores para ajudarem a chegar ao fim. Há risco das pautas não serem afixadas, disse ainda.
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O ministro da Educação, Fernando Alexandre, assegurou que "99,3% das respostas" aos exames nacionais deste ano letivo estão corrigidas mas admitiu que que há "dificuldades para conseguir com que haja professores classificadores" para algumas provas.

Falando aos jornalistas no Encontro de Ciência e Inovação 2026 em Lisboa, o governante admitiu que "enquanto não tiver as provas todas corrigidas", há o risco das pautas não serem afixadas nas escolas na na sexta-feira, data limite tendo em conta o calendário definido.

Porém, o ministro mostrou-se "convicto" que todos os exames nacionais sejam corrigidos ainda esta quinta-feira e a tempo da publicação.

"Há todas as condições, tendo em conta o ritmo, para que hoje a correção esteja fechada", acrescentou ainda.

O ministro voltou também a dizer que as provas mais problemáticas são Português e Matemática, sendo que, no caso das de Português, foi um exame com "muitos problemas", porque foi a primeira a ser distribuída e "com muitos erros".

Fernando Alexandre contou ainda que algumas respostas foram distribuídas só na quarta-feira, pois tiveram de passar por "um processo de validação muito rigoroso" devido a esses erros.

Questionado pelos jornalistas, o ministro decidiu ainda mostrar números de uma das provas que está quase a terminar e que, devido à falta de professores que lhe foi transmitida pelo Júri Nacional de Exames, não estão a conseguir ser corrigidas.

No caso de Físico-Química, contou Fernando Alexandre, "99,9% das respostas" foram já corrigidas, faltando 373 por classificar.

"É muito difícil para a sociedade portuguesa perceber que uma prova não vai ter resultados publicados porque faltam 373 respostas por classificar quando já foram corrigidas cerca de 30 mil", sublinhou o ministro, que insistiu num apelo aos professores para fazerem um último esforço na correção dos exames.

"Estamos mesmo quase lá. Tínhamos 98% corrigidas na terça-feira", continuou, frisando que "será muito difícil de explicar, estando tão perto", o facto de não conseguir publicar notas na sexta-feira.

Questionado ainda sobre de quem era a responsabilidade desta falta de classificadores, o governante recusou atribuí-la neste momento. "A culpa será apurada no fim. Agora estamos concentrados em resolver o problema", disse ainda.

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