O Ministério da Defesa Nacional e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) assinaram, esta quinta-feira (16 de abril), um acordo que visa a regularização e valorização da carreira dos profissionais de saúde civis e militares do Hospital das Forças Armadas (HFAR). A cerimónia, realizada no Salão Nobre do ministério, em Lisboa, põe fim a um impasse que, segundo o Governo, se arrastava quase desde a criação da instituição.Nuno Rodrigues, secretário-geral do SIM, destacou o orgulho na conclusão de um processo que permite "fechar o ministério" no que toca às reivindicações pendentes. "É conseguirmos, pela primeira vez, termos um ministério em que todas as áreas em que o SIM reivindicava para este baluarte, que é o HFAR, poder continuar a ser o que tem sido: prestar cuidados de saúde aos nossos militares e às suas famílias a um nível de excelência", afirmou o dirigente sindical.Para o SIM, este acordo não é apenas um acerto de contas com o passado, mas uma rampa de lançamento para o futuro: "O ministério e o HFAR vão ser capazes de formar mais médicos e dar maior resposta em território nacional e em missões no estrangeiro".Fim de "injustiças com décadas"O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, sublinhou que a política "só faz sentido quando resolve os problemas das pessoas". O governante enfatizou que o novo instrumento de regulação coletiva corrige injustiças "incompreensivelmente" sem solução há demasiado tempo."Asseguramos a regularização das progressões na carreira médica, incluindo a progressão automática para assistente graduado com a obtenção do grau de consultor", disse Nuno Melo. O ministro anunciou ainda a viabilização do primeiro concurso em mais de duas décadas para a categoria de assistente graduado sénior, devolvendo "previsibilidade, justiça e dignidade" aos profissionais que são "um pilar do sistema de saúde militar".Além das questões de carreira, o Ministro aproveitou a ocasião para reforçar que a saúde militar é uma "prioridade de mandato", sendo essencial para a retenção de efetivos nas Forças Armadas.Nuno Melo destacou o lançamento do concurso para a construção de um novo polo cirúrgico em Lisboa, um investimento de 14 milhões de euros que era prometido desde 2014. "Estamos a adquirir robôs cirúrgicos, [aparelhos de] TAC e equipamentos de ponta para que o HFAR seja um hospital de referência em Portugal", concluiu.A cerimónia contou com a presença de figuras chave do Executivo, nomeadamente a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, o secretário de Estado Adjunto da Defesa Nacional, Álvaro Castello-Branco, e o secretário de Estado Adjunto e da Política de Defesa Nacional, Nuno Pinheiro Torres, além de altas patentes militares.