Presidente do Governo regional da Madeira, o social-democrata Miguel Albuquerque
Presidente do Governo regional da Madeira, o social-democrata Miguel AlbuquerqueHOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Congresso do PSD/Madeira sem presença da direção nacional devido a “desentendimento pontual”

Em causa declarações do líder parlamentar do PSD na Assembleia da República, Hugo Soares, em fevereiro, no âmbito de um debate sobre o subsídio social de mobilidade.
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O líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, disse esta quinta-feira, 16 de abril, que não convidou ninguém da direção nacional para o congresso regional do partido, no fim de semana, porque “a conjuntura não é adequada”, havendo um “desentendimento pontual” entre as estruturas.

“O que se tem passado nos últimos tempos não é adequado. Vamos ter de resolver estas questões primeiro, para depois termos uma reconciliação”, disse, precisando: “Tem a ver com uma questão em que tentaram humilhar os nossos representantes, mas quem foi humilhado não fomos nós.”

Miguel Albuquerque, que falava à margem de uma visita a uma empresa, no Funchal, onde se deslocou na qualidade de presidente do Governo Regional PSD/CDS-PP, referia-se às declarações do líder parlamentar do PSD na Assembleia da República, Hugo Soares, em fevereiro, no âmbito de um debate sobre o subsídio social de mobilidade.

Em causa estavam duas propostas de lei dos parlamentos regionais dos Açores e da Madeira que dispensavam a exigência de situação contributiva regularizada no acesso ao subsídio.

Os diplomas foram aprovados com os votos contra das bancadas do PSD e do CDS-PP (partidos que suportam o Governo), com a exceção dos seis deputados sociais-democratas eleitos pelas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, que votaram a favor, mas não intervieram na discussão.

A intervenção de Hugo Soares nesse debate foi considerada ofensiva na região, nomeadamente quando questionou se seria justo que os impostos dos “portugueses que trabalham” continuassem a subsidiar a viagem de pessoas da Madeira e dos Açores para o continente que não asseguram o cumprimento das dívidas fiscais com o Estado.

A obrigatoriedade de apresentar certidão de não dívida foi, entretanto, suspensa e depois abolida com a revisão do diploma na semana passada.

“Esta situação é uma situação pontual, de desentendimento pontual, que está a ser retificada”, disse Miguel Albuquerque, reforçando que não convidou ninguém da direção nacional do partido para participar no XX Congresso da estrutura regional, marcado para este fim de semana, nos dias 18 e 19 de abril.

“Temos falado [com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro], mas ainda há questões pendentes que têm de ser resolvidas”, sublinhou.

Já em relação ao Governo da República, Miguel Albuquerque considera que “está a tomar um conjunto de medidas importantes para a região”, com exceção da revisão do subsídio social de mobilidade, que classifica como “um erro”.

O XX Congresso do PSD/Madeira vai confirmar Miguel Albuquerque na liderança do partido, após a sua reeleição nas internas de 18 de março, nas quais foi o único candidato.

Albuquerque é líder da estrutura regional do PSD desde 2014 e do Governo da Madeira desde 2015.

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