Carneiro não deverá ter concorrência na disputa da liderança do PS.
Carneiro não deverá ter concorrência na disputa da liderança do PS.Rita Chantre / Global Imagens

Congresso do PS avança apesar de críticas de militantes que apoiaram Seguro e até Carneiro

Luís Parreirão, do Secretariado Nacional, afirma normalidade do evento depois das diretas.
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Não há planos de alteração do Congresso do Partido Socialista que, como Luís Parreirão lembra ao DN, acontece “como é normal de dois em dois anos”. Assim reagiu o líder do Secretariado Nacional ao pedido de militantes que terão assinado um comunicado, noticiou esta terça-feira, dia 24 de fevereiro, o jornal Público, lamentando a falta de debate interno e a ausência de tempo adequado para elaborar listas. Sabendo que José Luís Carneiro foi nomeado em circunstâncias “anormais” após a demissão de Pedro Nuno Santos, Parreirão sublinha um “congresso ordinário”, dentro da “habitual prática de distância temporal”. Portanto, nada alterará as datas de 27, 28 e 29 de março, estando antes previstas as eleições diretas para o cargo de secretário-geral, a 13 e 14 de março.

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O prazo para a apresentação de candidaturas a secretário-geral termina amanhã e José Luís Carneiro será, tudo indica, o único nome a apresentar-se ao cargo.

Entre os signatários do comunicado crítico à liderança encontram-se antigos deputados e autarcas, como Ricardo Gonçalves, Elísio Estanque, José Carlos, Joaquim Rosa do Céu, Salomé Rafael, Gustavo Gouveia e Victor Baptista, praticamente todos eles apoiantes declarados da candidatura à Presidência da República de António José Seguro. Até, em certos casos, houve posicionamento favorável a um candidato proveniente de um centro político do próprio PS, portanto identificando-se com a moderação com que José Luís Carneiro tem pautado a atuação.

Parte dos signatários já tinha preferido Seguro em relação a António Costa na disputa pela liderança do PS e José Luís Carneiro em detrimento de Pedro Nuno Santos. Logo, o comunicado, apurou o DN, surpreendeu os atuais dirigentes socialistas, mesmo que não represente uma falange crítica visível.

Desde a Comissão Nacional, houve perto de dois meses para elaboração de candidaturas o que se considerou um tempo aceitável para esse efeito. O tardar de novas diretas no partido deveu-se também à eleição Presidencial, que se seguiu às Autárquicas.

À rádio Renascença, Ricardo Gonçalves, ex-deputado do Partido Socialista eleito por Braga e um dos signatários do comunicado, salientou que José Luís Carneiro “prometeu um debate profundo sobre o futuro do partido” e relatou “dificuldades em ter delegados ao Congresso, porque é preciso 100 militantes com quotas pagas para ter um delegado”, concluindo que “vão ser mais os inerentes do que os eleitos”.

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