A conferência de líderes terminou com a recusa do requerimento do Chega para que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e a ministra da Justiça, Rita Júdice, fossem ouvidos na Comissão Permanente da Assembleia da República, numa sessão plenária que seria realizada na próxima semana.Além da oposição dos grupos parlamentares do PSD e CDS-PP, que já tinha levado à recusa do requerimento da Iniciativa Liberal para que Luís Neves comparecesse no órgão que assegura os trabalhos parlamentares durante as férias de verão, para a recusa do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, esteve o que considera ser a incapacidade de a Comissão Permanente assegurar a convocação de membros de Governo. A “intransigência” do Chega foi responsabilizada pelo porta-voz da conferência de líderes, que apontou o exemplo do PS. Os socialistas aceitaram alterar o seu requerimento para que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, fosse ouvido na Comissão Permanente, transformando-o num debate sobre os problemas na correção dos exames, a realizar na próxima semana, em que o Governo poderá ou não estar representado.“Os grupos parlamentares não têm poderes para convocar este ou aquele membro do Governo para a Comissão Permanente”, disse o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, reduzindo a recusa da comparência de Luís Neves e Rita Júdice a “uma questão regimental”.Por seu lado, o líder do grupo parlamentar do Chega, Pedro Pinto, lamentou que a maioria não queira que o ministro da Administração Interna dê explicações, sendo apoiada nessa vontade pelo presidente da Assembleia da Republica.