O Chega, de André Ventura, fica sem representantes no executivo camarário do Funchal.
O Chega, de André Ventura, fica sem representantes no executivo camarário do Funchal.FOTO: Leonardo Negrão

Chega fica sem nenhum dos dois vereadores que elegeu para a Câmara do Funchal

Divergências com liderança regional levam Jorge Afonso Freitas e Luís Filipe Santos a deixar partido.
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Os dois vereadores da Câmara do Funchal eleitos pelo Chega no ano passado decidiram deixar o partido e vão passar a independentes. A decisão de Jorge Afonso Freitas e Luís Filipe Santos deveu-se a divergências com o líder regional do partido, Miguel Castro, e deixou a terceira força mais votada na capital da Região Autónoma da Madeira sem representantes no executivo camarário presidido por Jorge Carvalho, à frente de uma coligação PSD-CDS que obteve maioria absoluta.

Após Jorge Afonso Freitas anunciar a saída nesta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, alegando“divergências políticas insanáveis”, também Luís Filipe Santos confirmou, ao Diário de Notícias da Madeira, que “deixaram de existir condições políticas, éticas e estratégicas para continuar integrado no atual projeto do Chega na Madeira”.

Os dois eleitos pelo partido, que obteve 14,78%dos votos em outubro de 2025, só atrás dos 41,34% da coligação PSD-CDS e dos 19,06% do Juntos pelo Povo, queixavam-se de falta de condições para o exercício do mandato, alegadamente por terem sido postos de parte pela liderança regional do Chega nas escolhas de funcionários para o gabinete. Mas a gota de água foi a notícia de que a estrutura liderada por MiguelCastro pediu um parecer jurídico que considerou “inadmissível” que Luís Filipe Santos fosse vereador e inspetor da Autoridade Regional das Atividades Económicas da Madeira.

AoDN, Jorge Afonso Freitas disse que “a quebra objetiva de confiança institucional relativamente à estrutura regional do partido”, exposta na carta enviada a André Ventura em que anunciou a desfiliação, levou a uma “grande desilusão” com o Chega, partido a que se juntou após uma longa militância no PSD.

As divergências com Miguel Castro, que também é o líder parlamentar do Chega na Assembleia Regional da Madeira, terão sido dirimidas pela intervenção de dirigentes nacionais, como o deputado Eduardo Teixeira, mas acabaram por levar ao corte de ambos com o partido.

Os dois vereadores garantem que vão continuar a fazer “oposição responsável” como independentes. Para Jorge Afonso Freitas, funcionário da Câmara doFunchal há 26 anos, a prioridade passa por trabalhar na revisão do plano diretor municipal e na luta contra a “enorme especulação imobiliária” noFunchal.

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