O Chega vai apresentar na quinta-feira o seu novo projeto de revisão constitucional, anunciou esta segunda-feira, 2 de maio, o presidente do partido, apelando a todos os partidos “não socialistas” que participem nesta discussão.“Na próxima quinta-feira, durante a tarde, será apresentada no parlamento a proposta de revisão constitucional que o Chega vai apresentar ao país, e que espero que tenha, pela primeira vez em décadas, capacidade de fazer mesmo estas mudanças que o país precisa, e que nunca teve coragem de fazer”, afirmou André Ventura.Quando anunciou que o partido iria voltar a avançar com uma proposta para alterar a Constituição, André Ventura tinha indicado que a iniciativa seria apresentada durante o mês de abril, prazo que não foi cumprido.Esta segunda-feira, em declarações aos jornalistas na sede do Chega, em Lisboa, justificou o atraso afirmando que foram pedidos pareces “a uma série de constitucionalistas e especialistas nesta área” para dar ao partido “um conforto doutrinário superior em relação à entrega da proposta”.André Ventura disse também esperar que outros partidos aceitem o desafio.“Eu acho que, face à importância do tema, e face à importância destes assuntos, a reforma da justiça, a reforma do setor económico nacional, a reforma da nossa identidade ideológica e da carga ideológica que a Constituição ainda tem, eu acho que não há nenhum partido não socialista que possa ficar fora deste desafio”, defendeu..Já a Iniciativa Liberal (IL) anunciou esta segunda-feira que vai apresentar um projeto de revisão constitucional, no prazo de 30 dias, focado na elevação da propriedade privada a direito fundamental e na “revisão de toda a constituição económica”.Em comunicado, o partido indicou que a presidente e deputada Mariana Leitão vai liderar a participação da IL na comissão eventual para a revisão constitucional a ser criada no parlamento e refere que este anúncio é feito no “seguimento do anúncio de apresentação da abertura de um processo de revisão constitucional pelo partido Chega”.Os liberais definem como prioritário para esta revisão da Lei Fundamental “elevar a propriedade privada a direito fundamental”, a “revisão de toda a constituição económica”, pondo fim ao que dizem ser uma “desconfiança estrutural no mercado e na iniciativa privada”, e o “princípio da solidariedade intergeracional”.A IL quer também fazer uma “reflexão séria sobre os direitos individuais face às tecnologias emergentes de inteligência artificial” e “garantir que não são atacados direitos, liberdades e garantias que violem os princípios da liberdade individual e da dignidade pessoas”.