Centeno diz que comparação com Passos “é despropositada” e que não gostava de ser primeiro-ministro
O ex-governador do Banco de Portugal Mário Centeno considerou hoje despropositada a comparação com o antigo chefe do executivo Pedro Passos Coelho, diferenciando o seu percurso e vida académica, e referiu que não gostaria de ser primeiro-ministro.
"Essa comparação é despropositada porque o nosso passado é completamente diferente, a minha dedicação à vida académica não tem paralelo com nenhuma figura que vocês vejam, em particular o doutor Passos Coelho", respondeu Mário Centeno aos jornalistas, à margem da apresentação do seu livro Contas Certas, quando questionado sobre a equivalência que tem sido feita sobre a sua presença no espaço público atualmente e a do antigo primeiro-ministro.
O ex-ministro das Finanças explicou que o seu contributo é só "aportar à discussão" o seu conhecimento, que admitiu ser "talvez muito académico". "Mas é exatamente isso que eu quero fazer e não há nenhuma comparação possível mesmo entre uma situação e a outra", insistiu.
Mário Centeno foi perentório ao responder aos jornalistas que "não gostava nada de ser primeiro-ministro" e garantiu também que não está a pensar pedir cartão de militante do PS.
"Os cartões não valem só pelo plástico que colocamos neles, são mais do que isso. Eu entrego muito às coisas que faço e neste momento não tenho essa visão no meu horizonte", respondeu.
Na apresentação do livro estiveram várias personalidades e antigos governantes, incluindo o presidente do Conselho Europeu e antigo primeiro-ministro, António Costa, e o atual líder do PS, José Luís Carneiro.

