O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, disse à Lusa que está disponível para voltar a negociar a reforma laboral "se a UGT apresentar pontos que tenham sentido serem discutidos ou rediscutidos"."Se a UGT apresentar propostas que sejam equilibradas, estamos dispostos a discuti-las", disse o representante do comércio e serviços, embora insistindo que "terão de ser questões muito claras".Em sua opinião, "uma discussão como a que se fez ao longo destes meses está neste momento esgotada".Mas "como um acordo na Concertação Social será sempre mais valioso na Assembleia da República do que um não acordo, participaremos se acharmos que há valor acrescentado e que é possível chegar a conclusões", acrescentou.Vieira Lopes reagia ao anúncio, pela ministra do Trabalho, de que vai convocar uma reunião de Concertação Social para 07 de maio para encerrar o processo negocial sobre a reforma laboral, horas depois de o secretariado nacional da UGT ter rejeitado por unanimidade a última versão da proposta de revisão da legislação laboral..Governo diz que "UGT tem de mostrar que quer aproximação" e marca reunião da Concertação Social para 7 de maio. A recusa do órgão máximo da UGT em viabilizar o documento não foi, para o presidente da CCP, uma surpresa, a avaliar pelas reações públicas de alguns dos seus dirigentes nos últimos dias."Faz sentido o Governo querer a última versão do projeto numa reunião da Concertação Social, é normal e positivo", disse ainda..UGT chumba pacote laboral por unanimidade. "Agora a senhora ministra é que terá de decidir", diz Mário Mourão