Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro
Secretário-geral do PS, José Luís CarneiroFERNANDO VELUDO/LUSA

Carneiro sugere que é difícil acordo na lei laboral se Governo insistir “na desumanidade”

Para o secretário-geral do PS, que esta quinta-feira se reúne com o primeiro-ministro, algumas das propostas apresentadas pelo Governo quebram barreiras que abrem “a selva às relações laborais"
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O líder do PS sugeriu esta quinta-feira (14 de maio) que será difícil um acordo sobre legislação laboral se o Governo insistir em manter “a insensibilidade e desumanidade” da reforma, referindo que “desde a primeira hora” os socialistas foram contra esta proposta.

À margem de uma visita a uma escola, em Lisboa, no âmbito da Rota pelo Ensino e Formação Profissional, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas sobre a reunião que vai ter esta tarde com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e na qual um dos temas será a legislação laboral, cuja proposta de lei será hoje aprovada em Conselho de Ministros.

Na perspetiva do secretário-geral do PS, algumas das propostas que foram sendo apresentadas pelo Governo quebram barreiras que abrem “a selva às relações laborais” e, questionado se por isso será dificil que os socialistas sejam parceiros de PSD/CDS-PP para esta reforma, Carneiro disse que “não é difícil” se o primeiro-ministro deixasse “cair todos estes pilares fundamentais”.

Agora se o Governo insistir, se teimar, se for insensível, se continuar com esta insensibilidade, com esta desumanidade que trouxe para estas leis laborais... Veja, eu não estou a proteger-me a mim próprio, estou a proteger as pessoas, os meus semelhantes, que é o meu dever enquanto secretário-geral de um partido cujos fundamentos é precisamente os trabalhadores”, respondeu.

Carneiro recordou que “desde a primeira hora” o PS esteve “contra a reforma laboral do Governo”, lembrando a posição assumida em 03 de agosto de 2025.

“Eu sou uma pessoa de esperança, como todos bem sabem, e tenho muita confiança no futuro do país e daqueles que constroem a nossa sociedade. Agora, vamos aguardar pela conversa que tenho com senhor primeiro-ministro, tenho o dever de respeitar essa conversa, de respeitar a convocatória que fez para podermos dialogar sobre esse e sobre outros temas”, respondeu.

Para o líder socialista, apesar de acreditar que todos estão de boa-fé neste processo, os partidos que apresentam estas propostas “estão errados nessa visão”.

“Nós temos uma visão alternativa e vou apresentá-la, naturalmente, no debate político que vamos ter no parlamento com os nossos deputados e também no diálogo que terei com o primeiro-ministro”, disse.

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