O PS continua a liderar as intenções de voto na edição de julho do Barómetro DN/Aximage, o que sucede pelo quinto mês consecutivo, obtendo 29,2%, apenas uma décima abaixo do resultado do mês anterior, mas agora com seis pontos percentuais de vantagem em relação à AD, que iguala o mínimo que registou em maio (23,2%) e vê-se ultrapassada pelo Chega, cujos 26,4% ficam só aquém dos 26,8% obtidos em setembro de 2025, quando o partido de André Ventura ficou pela primeira vez à frente numa sondagem de âmbito nacional.Apesar de a vantagem socialista ficar dentro da margem de erro do Barómetro DN/Aximage, que é de 4,4%, com intenções de voto distantes dos 33,4% que conseguiu em maio, o resultado das 501 entrevistas realizadas no início desta semana, a 20 e 21 de julho, confirma o bom momento do partido liderado por José Luís Carneiro. Tal como dá sinais de que o Chega capitaliza com a sucessão de revezes do Governo, incluindo o chumbo do Pacote Laboral, as falhas na correção dos exames nacionais e a polémica em torno do ministro da Administração Interna, com as explicações de Luís Neves a notícias sobre as suas ligações a um empreiteiro a serem insuficientes para a maioria dos inquiridos pela Aximage, visto que esse partido sobe quase três pontos em relação a junho, de 23,6% para 26,4%.Pelo contrário, a AD vê reverter-se a recuperação que conseguira em junho, baixando de 25,3% para 23,2%, atrás dos dois maiores partidos da oposição. Ao mesmo tempo que também a Iniciativa Liberal melhora as intenções de voto, de 6,5% para 7,4%, destacando-se dos restantes partidos, com o Livre a cair para 4,6% , após Jorge Pinto substituir Rui Tavares enquanto co-porta-voz, o PAN a ficar nos 2,1% e a CDU (1,8%) muito pouco acima do Bloco de Esquerda (1,3%).Para a manutenção da liderança do PS no Barómetro DN/Aximage contribuem decisivamente os seus habituais bastiões eleitorais. Sobretudo os mais velhos, a partir de 65 anos, entre os quais o partido tem o apoio de quase metade (45,1%), mais do que a soma dos que optariam por votar na AD (25,4%) e no Chega (16,7%). E ainda entre os mais ricos, da Classe A/B, onde os socialistas têm apoio de 35,7%, bem à frente dos 24,8% da AD e dos 17,1% do Chega, com os 10% da Iniciativa Liberal bastante atrás.Quase inversos são os pontos fortes do Chega no eleitorado. O partido de André Ventura lidera destacado entre os mais novos, dos 18 aos 34 anos, convencendo 37% dos inquiridos, também acima da soma dos 17,8% do PS e dos 16,8% da AD, ficando igualmente à frente no segmento entre 35 e 49 anos: 31,6%, contra 22,6% para a coligação que junta PSD e CDS-PP e 19,7% para os socialistas. E o Chega também recuperou neste mês a primazia entre os mais pobres, da Classe D, com 39%, à frente dos 33% do PS.Sinal muito evidente dos problemas que a AD enfrenta é o facto de só liderar intenções de voto em dois segmentos. Na Área Metropolitana do Porto, com 30% - o Chega está à frente na Área Metropolitana de Lisboa (31,2%) e no Norte (31,9%), enquanto o PS consegue o mesmo no Centro (32,6%) e no Sul e Ilhas (33,9%) - e, como seria de esperar, entre os inquiridos que votaram na coligação liderada por Luís Montenegro nas legislativas de 2025. Mas mesmo nesse grupo é patente o desgaste, pois só 69,5% dos inquiridos repetiriam o voto caso houvesse agora eleições, com 13,1% a darem preferência ao PS, 5,9% ao Chega e 5,5% à Iniciativa Liberal.Muito mais “fiéis” são os eleitores do Chega e do PS. Entre os entrevistados pela Aximage que deram no ano passado o voto ao partido liderado por André Ventura, 94,5% voltariam a fazê-lo, enquanto 83,7% dos que escolheram o PS, então liderado por Pedro Nuno Santos, optariam pelo mesmo partido, agora com José Luís Carneiro enquanto secretário-geral.A edição de julho do Barómetro DN/Aximage também permite constatar que se mantém uma diferença de género pronunciada. No que toca aos homens, é o Chega que se destaca nas intenções de voto, com 29,9%, ligeiramente acima dos 27,5% do PS e dos 24,4% da AD, enquanto a Iniciativa Liberal sobe até 9,5%. Pelo contrário, os socialistas concentram voto feminino, com 30,9%, e o Chega (23,1%) ultrapassa a AD (22%), destacando-se o Livre entre os outros partidos, com 6,7%..Barómetro DN/Aximage: Governo tem a pior avaliação desde o início da legislatura.Ficha técnica.Objetivo do Estudo: Sondagem de opinião realizada pela Aximage, Lda., para o DN relativa a barómetro político e temas da atualidade.Universo: Indivíduos maiores de 18 anos eleitores e residentes em Portugal.Amostra: Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género (2), grupo etário (4) e região (4). A amostra consiste em entrevistas efetivas: 501 entrevistas CAWI; 246 homens e 255 mulheres; 103 entre os 18 e os 34 anos, 125 entre os 35 e os 49 anos, 133 entre os 50 e os 64 anos e 140 para os 65 e mais anos; Norte 183, Centro 113, Sul e Ilhas 66, Área Metropolitana de Lisboa 139.Técnica: Aplicação online - CAWI (Computer Assisted Web Interviewing) - de um questionário estruturado, devidamente adaptado ao suporte utilizado, a um painel de indivíduos que preenchem as quotas pré-determinadas. O trabalho de campo decorreu entre 20 e 21 de julho de 2026.Taxa de resposta: 93,30%.Margem de erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de + ou - 4,4%.Responsabilidade do estudo: Aximage, Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio..Barómetro DN/Aximage: PS mantém liderança com 29,3%, mas perde parte da vantagem. AD e Chega sobem.Barómetro DN/Aximage: Maioria considera que as explicações dadas por Luís Neves são insuficientes