José Manuel Ribeiro, ex-presidente da Câmara de Valongo, é um dos autarcas condenados
José Manuel Ribeiro, ex-presidente da Câmara de Valongo, é um dos autarcas condenadosCarlos Carneiro / Global Imagens

Atual e ex-autarca de Valongo condenados a perda de mandato por abuso de poder

Paulo Esteves Ferreira, atual presidente da CM Valongo, e o antecessor José Manuel Ribeiro foram condenados por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020.
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O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, respetivamente, foram esta quinta-feira (22) condenados à perda de mandato por abuso de poder, por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020.

O Tribunal de Valongo condenou ainda os dois autarcas, eleitos pelo PS, ao pagamento de 100 dias de multa, a 30 euros cada dia, e ao pagamento “de forma solidária” de 61 mil euros.

No final da leitura da sentença, que decorreu ao início da tarde, e na qual o Tribunal julgou como procedente os factos constantes na acusação, os autarcas afirmaram estar “chocados”  e garantiram que vão recorrer para as instâncias superiores.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro ordenaram em 2020 a proibição de circulação na Estrada Municipal 606 (EM606) de camiões até ao aterro de Sobrado para levar ao seu encerramento. Na altura, Ribeiro era o presidente e tinha como adjunto o atual autarca.

As empresas responsáveis pela exploração do aterro instalado naquele concelho, a Retria e a Recivalongo, falam em prejuízos superiores a 1,5 milhões de euros, causados durante os três meses em que a medida esteve em vigor.

Para a acusação, os arguidos sabiam que a EM606 “era a única via para aceder às instalações das sociedades ofendidas” e que a atividade destas “dependia na quase totalidade das matérias transportadas” pelos camiões.

De acordo com o MP, os arguidos, ao imporem a proibição, fizeram-no “com o propósito concretizado de causar prejuízo às referidas sociedades, impedindo o exercício da sua atividade e para a qual estavam licenciadas”.

A acusação relata ainda que, desde 2019, a relação entre o município e as empresas que exploram o aterro foi marcada por conflitualidade.

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