Ana Paula Martins diz que escolhe a responsabilidade sobre a popularidade.
Ana Paula Martins diz que escolhe a responsabilidade sobre a popularidade. Foto: Leonardo Negrão

Ana Paula Martins admite ser a "ministra menos popular", mas desvaloriza "barómetros de quem comenta"

A ministra da Saúde atribuiu a uma questão de perceção a falta de médicos de família, justificando a sensaão de diminuição destes profissionais com as "pressões demográficas" provocadas pelo aumento de imigrantes.
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A ministra da Saúde observou este sábado, numa intervenção no 43.º Cogresso do PSD, que Portugal enfrenta "muitos desafios" e que, por isso, "a necessidade de mudar é urgente", o que implica uma reprogramação da "prestação dos cuidados de saúde". Depois de referir uma série de hospitais que estão a ser construídos ou reabilitados, como o Hospital Central do Alentejo, Ana Paula Martins disse que, agora, na reunião magna social-democrata, é a primeira vez que tem "oportunidade de prestar contas aos militantes do partido". Depois, Ana Paula Martins admitiu que era a "ministra menos popular do Governo", mas que o que lhe interessa é a responsabilidade do cargo.

Defendendo que a necessidade de repensar os cuidados de saúde "não acontece só por causa do estado dum sistema que todos conhecem por Serviço Nacional de Saúde e que alguns, quando estão no poder, teimam em fazer empobrecer", Ana Paula Martins revelou que "as circunstâncias que vivemos, com um aumento populacional brusco, causado pelo acolhimento de imigrantes que entram no país sem regras e sem humanismo, a que acresce a existência de redes organizadas que se aproveitam da bondade da democracia, e de negócios ilegais assentes nas ineficiências de sistemas de saúde de outros países, fazem com que o esforço e o sucesso que temos tido no aumento no número de médicos de família parece não existir, mas existe é real e vai continuar a ser nos próximos meses".

Com uma nota para os jornalistas, a governante perguntou, de forma retórica, "quem não se lembra dos ataques que nos faziam nos telejornais com oito ou 12 urgências fechadas?".

Agora, apontou, "alguém diz que os helicópteros do INEM cumprem a sua função?" ao mesmo tempo que "o SNS está a produzir mais apesar do aumento da pressão demográfica?".

Afirmando que "o PSD sempre governou em tempos difíceis, enfrentando interesses instalados", a ministra defendeu que "cada euro dos nossos impostos tem de ser investido adequadamente".

"Sou a ministra menos popular deste governo", afirmou, explicando que sempre assumiu "que governar não é ser popular, é ser responsável e não depende de barómetros de quem comenta no espaço público".

Com esta nota, a "militante do PSD" garantiu que iria cumprir até ao fim o programa do Governo.

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