André Ventura na Convenção do Chega.
André Ventura na Convenção do Chega.Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Ventura diz que mentira e manipulação "caem que nem uma luva" em Pedro Nuno Santos

Presidente do Chega faz o discurso de encerramento da 6.ª Convenção Nacional do Chega
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O presidente do Chega, André Ventura, retribuiu hoje críticas ao secretário-geral do PS, afirmando que a mentira e a manipulação "caem que nem uma luva" em Pedro Nuno Santos e nos socialistas pela forma como governaram o país.

No discurso de encerramento da 6.ª Convenção Nacional do Chega, André Ventura começou por referir que Pedro Nuno Santos "disse que este era o congresso da mentira e manipulação", o que levou a apupos por parte dos delegados.

O líder do Chega perguntou "que autoridade tem um homem que governava por Whatsapp, que atribui uma indemnização de meio milhão de euros" e que "fazia negociadas com BE e PCP para comprar ações dos CTT". 

"Caro Pedro Nuno Santos, a mentira e manipulação não têm lugar neste congresso, mas caem que nem uma luva em si e no PS que têm governado Portugal nos últimos anos", criticou.

Falando no encerramento do XXI Congresso do PS/Madeira, no Funchal, o secretário-geral do PS declarou que "o Chega apresenta-se perante os portugueses com a mentira, com a manipulação, com o único objetivo de seduzir aqueles que estão descontentes, aqueles que estão zangados".

Recuperar tempo de professores em 4 anos

O presidente do Chega prometeu ainda que, em quatro anos, vai recuperar o tempo de serviço dos professores que foi congelado no passado, considerando que o partido tem que "ser essa voz" porque o PS e PSD deixaram de o ser.

No discurso de encerramento da 6.ª Convenção Nacional do Chega,  Ventura levou uma nova promessa caso assuma responsabilidades governativas e dirigiu-se diretamente aos professores, que considerou serem o "futuro das crianças e jovens", trabalhem nas escolas públicas ou nas escolas privadas.

"O compromisso - este é claro e vale ouro ao contrário de Pedro Nuno Santos - em quatro anos o Chega recuperará o tempo de serviço dos professores", comprometeu-se.

O líder do Chega disse saber "o que é estar do lado certo e do lado errado", considerando que o partido tem que "ser essa voz" na defesa dos professores "porque PS e PSD deixaram de ser".

Reverter a extinção do SEF

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou também que quer, na próxima legislatura, reverter a Lei da Nacionalidade e também a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

"Se vencermos as eleições, o Chega vai reverter a extinção do SEF levada a cabo pelo PS", afirmou.

"E vamos reverter esta Lei da Nacionalidade para que ninguém possa entrar, estar ou ser português sem saber falar a língua e conhecer a cultura portuguesa", afirmou também.

André Ventura entrou no pavilhão onde decorre a 6.ª Convenção Nacional do Chega acompanhado da mulher, ao som da música instrumental que foi sendo ouvida ao longo da reunião magna, e com os delegados a abanar bandeiras do partido e de Portugal.

Quando chegou ao palco, o líder do Chega sentou-se no palco na mesa onde acompanhou a maior parte dos trabalhos, muitas vezes sozinho. Agora, teve ao seu lado o líder parlamentar, Pedro Pinto, o presidente do Conselho de Jurisdição, Bernardo Pessanha, o adjunto da direção e deputado Rui Paulo Sousa e o primeiro eleito ao Conselho Nacional, João Tilly.

Antes da tomada de posse dos órgãos eleitos, foi lido um voto de louvor a Jorge Galveias, deputado e presidente da Mesa da Convenção que coordenou os trabalhos da reunião magna pela última vez.

André Ventura começou a discursar às 16:50, tendo a ouvi-lo, na primeira fila, entre os convidados, o secretário-geral do PSD, Hugo Soares e o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia, que cumprimentou.

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