Em declarações à CMTV, na sua estreia como comentador, António Costa afirmou que, quando ainda era primeiro-ministro, Luís Montenegro lhe disse que o apoiava na corrida à liderança do Conselho Europeu, tendo, já depois com a AD no Governo, lhe garantido que esse apoio seria dado. "Nunca aceitaria ser presidente do Conselho Europeu sem o apoio do governo do meu país “, afirmou o ex-primeiro-ministro..O porta-voz do Livre, Rui Tavares, assumiu hoje a derrota do partido e, apesar de sublinhar o crescimento em relação às anteriores eleições europeias, considerou ser uma "noite triste".."É uma noite triste para o Livre. Valorizamos o que conseguimos (...), mas há também frustração por não conseguir a eleição e uma derrota em que o Livre, com um resultado muito perto dos 4%, não consegue eleger", lamentou Rui Tavares..O Livre recebeu 3,75 % dos votos nas eleições europeias de domingo, segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, mas o resultado não foi suficiente para eleger o cabeça de lista, Francisco Paupério.."É o tipo de resultado que, em qualquer cenário normal, nos permitiria estar aqui a fazer a festa. Infelizmente não estamos. É uma noite em que o Livre perde as eleições e eu quero assumir essa derrota", disse o porta-voz, perante dezenas de apoiantes no Teatro da Luz, onde o partido acompanhou a noite eleitoral..O cabeça de lista do PAN às eleições europeias, Pedro Fidalgo Marques, admitiu hoje a derrota nas eleições para Parlamento Europeu, afirmando que o partido já tinha perdido o seu mandato em 2020, depois da renúncia de Francisco Guerreiro.."O nosso mandato foi perdido em 2020 e o objetivo de o resgatar era um objetivo difícil, mas nós nunca voltamos as costas a objetivos e a tarefas difíceis, porque quem ficaria a perder e quem ficou a perder foram as causas que o PAN representa", salientou Pedro Fidalgo Marques..O partido Pessoas-Animais-Natureza não conseguiu eleger um eurodeputado, tendo ficado atrás do ADN, que obteve 54.046 votos..André Ventura assumiu que "o Chega não atingiu os seus objetivos" mas realçou que o partido continua a ser a terceira força política em Portugal. "Passámos de um partido que não existia formalmente na última eleição para quase 400 mil votos e dois eurodeputados. Nem liberais nem extrema esquerda, somos nós a terceira força política. Estamos parabéns. O Chega não venceu mas ninguém nos ultrapassou", afirmou.."A nossa força é a força de quem quer ser alternativa em Portugal. Depois de 10 de março, o Chega entra em todas as eleições para vencer", vincou. ."Enquanto não ganharmos nunca será bom para nós nem para Portugal", prosseguiu, criticando Luís Montenegro por apoiar António Costa para um cargo europeu.."Somos dois mas somos bons. Vamos para Bruxelas para fazermos o que temos feito a vida inteira, que é trabalhar. Não vim para ter futuro, eu tenho um passado. Nunca vi Montenegro, Marta Temido ou Bugalho na Europa, deixaram-me sempre sozinho. Vamos para Bruxelas com tudo, para fazer a diferença e negociar", afirmou António Tanger Correia, cabeça de lista do Chega..Sebastião Bugalho reconheceu a derrota e felicitou Marta Temido, referindo que "em democracia ganha-se e perde-se por um voto". "reconhecemos que nos faltou essa pequena percentagem para ficar à frente", afirmou, referindo que é um verdadeiro democrata..A cabeça de lista do PS realçou que os "portugueses confiaram num projeto de Europa" e que os mesmos "reconhecem que a Europa importa".."A partir de amanhã vamos trabalhar com todos aqueles que querem construir uma Europa mais forte", assegurou, referindo que os socialistas "estão todos de parabéns".."Todos nos orgulhamos da campanha que fizemos", afirmou..Pedro Nuno Santos proferiu um discurso de vitória, realçando que o Partido Socialista teve "mais votos e mais mandatos". "Recuperámos a liderança em mais 3 distritos: Faro, Guarda e Porto", vincou..O líder socialista salientou que, "sem o Chega, a esquerda foi maioritária nestas eleições", e deixou elogios a Marta Temido, referindo-se à cabeça de lista às europeias como uma "grande candidata" e realçou a "empatia" da candidata. "É a primeira vez que uma mulher ganha uma campanha", frisou.."Esta vitória do PS e a derrota do AD têm reflexo no plano nacional. O Governo nacionalizou estas eleições e esteve em campanha intensa", realçou, prometendo fazer uma "oposição responsável mais assertiva" a um Governo que diz pretender "governar por decreto". "O povo português deu razão à estratégia do PS. Não será pelo PS que haverá instabilidade. Fazemos com gosto a defesa dos nossos ideais", salientou, lembrando que o PS é um partido europeísta. ."Já dei os parabéns a Marta Temido pela vitória, mas vamos ao que interessa. Que grande vitória da Iniciativa Liberal. 9,1%, dois deputados eleitos. Vou para Bruxelas, mas não vou sozinho, levo comigo a Ana Vasconcelos Martins. Muito obrigado aos mais de 350 mil portugueses que confiaram na IL. Em cinco anos estamos em todos os parlamentos. Demonstrámos aos velhos do Restelo que diziam que não tinhamos espaço em Portugal, que o liberalismo faz falta a Portugal. Viemos para ficar e para não dar tréguas aos socialistas e aos populistas", referiu no discurso na sede de campanha..PS: Marta Temido, Francisco Assis, Ana Catarina Mendes, Bruno Gonçalves, André Rodrigues, Carla Tavares, Isilda Gomes e Sérgio Gonçalves.AD: Sebastião Bugalho, Paulo Cunha, Ana Miguel Pedro, Hélder Sousa e Silva, Lídia Pereira, Sérgio Humberto Silva e Paulo Nascimento Cabral.Chega: António Tânger Corrêa e Tiago Moreira de Sá.IL: João Cotrim de Figueiredo e Ana Vasconcelos Martins.BE: Catarina Martins.CDU: João Oliveira. O PS recebeu 1.266.212 votos (32,09%), a AD 1.227.682 (31,2%), o Chega 386.147 (9,79%), a Iniciativa Liberal 357.790 (9,07%), Bloco de Esquerda 167.659 (4,25%) e CDU 162.625 (4,12%)..Se António Costa decidir ser candidato à presidência do Conselho Europeu, a Aliança Democrática vai apoiá-lo, anunciou Luís Montenegro, que diz que esta decisão foi tomada ainda antes de o líder do PSD se ter tornado primeiro-ministro."Se for candidato, e quem vai decidir se será é ele próprio e a sua família política, a nossa decisão está tomada", assegurou..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado no distrito de Leiria nas eleições europeias de hoje, com 36,15% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS, com 27,09%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 10,29%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados provisórios às 22:57 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O Partido Socialista ganhou as eleições europeias, tendo eleito oito eurodeputados, mais um do que a AD, segundo os dados oficiais da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..Chega e Iniciativa Liberal elegeram dois eurodeputados cada, enquanto BE e CDU elegeram um deputado cada..Luís Montenegro congratulou o Partido Socialista pela vitória nas eleições europeias, assumindo a derrota e a não concretização do objetivo da AD de "ter pelo menos mais um voto do que outra força política", apesar do reforço do número de votos em comparação com 2019 e 2014. O primeiro-ministro falou, apesar da derrota, numa "campanha extraordinária". .O líder do PSD reiterou o "profundo reconhecimento com toda a estrutura que fez com que voto em mobilidade tivesse funcionado bem", confessando que visitou o centro de operações no dia 1 de junho e ficou apreensivo, mas que mesmo assim decidiu connfiar "no trabalho que estava a ser feito"..A propósito do voto em mobilidade, Montenegro pediu ainda um aplauso pelo trabalho feito pelo anterior ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, por ter iniciado os procedimentos para esta operação.."Podem contar com o Governo a cumprir o compromisso que estabeleceu com os portugueses", assegurou. .O PS foi o partido mais votado no distrito de Porto nas eleições europeias de hoje, com 33,71% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 32,21%, é o segundo mais votado, e o IL, com 9,65%, é o terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados provisórios às 23:10 horas, com a comparação com os dados de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.. O PS foi o partido mais votado no distrito de Santarém nas eleições europeias de hoje, com 32,21% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 29,97%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 12,49%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados provisórios às 23:12 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado no distrito de Viseu nas eleições europeias de hoje, com 39,55% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS, com 32,15%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 9,59%, é o terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados provisórios às 23:07 horas, com a comparação com os dados de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..João Oliveira garantiu que foi eleito eurodeputado, embora os resultados ainda não sejam oficiais, e garantiu retribuir a "força" que o povo deu à CDU.."A força que o povo nos deu hoje é a força que vamos dar ao povo, numa Europa de paz, progresso social e cooperação", afirmou..O Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado no distrito de Braga nas eleições europeias de hoje, com 36,19% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS, com 32,86%, é o segundo mais votado, e a Iniciativa Liberal, com 8,68%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados provisórios, com a comparação com os dados correspondentes à eleição de 2019, de acordo com as votações divulgados pela secretaria geral do Ministério da Administração Interna..Embora ainda não seja oficial, Catarina Martins festejou a própria eleição no Parlamento Europeu. "Numas eleições muito dificeis, BE mantém representação no Parlamento Europeu", afirmou a cabeça de lista bloquista às eleições europeias.."Esquerda de confiança estará no Parlamento Europeu", vincou, prometendo lutar pela paz e pelo "fim do genocídio na Palestina". "O mandato do BE será pela paz", assegurou..Catarina Martins avisou ainda que o BE não aceita a "criminalização da migração" e congratulou Marta Temido por ter a candidatura mais votada..O site oficial do Ministério da Administração Interna permite-lhe seguir a contagem de votos em tempo real..CLIQUE AQUI PARA ACEDER..A Aliança Democrática chegou aos seis eurodeputados, numa altura em que já foram atribuídos 14 dos 21 mandatos, e iguala o PS..Sérgio Humberto junta-se assim a Sebastião Bugalho, Paulo Cunha, Ana Miguel Pedro, Hélder Sousa e Silva e Lídia Pereira.Chega e IL continuam com um eurodeputado cada..O Chega acaba de conseguir a eleição de um segundo eurodeputado, Tiago Moreira de Sá, que assim se junta ao cabeça de lista Tanger Corrêa..Quanto aos outros partidos, PS e AD têm seis mandatos cada e a Iniciativa Liberal um, numa altura em que falta atribuir seis mandatos..O PS foi o partido mais votado no distrito de Évora nas eleições europeias de hoje, com 33,84% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 23,27%, é o segundo mais votado, e o PCP-PEV, com 12,94%, é o terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados provisórios às 22:38 horas, com a comparação com os dados de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.. A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado no distrito de Aveiro nas eleições europeias de hoje, com 36,97% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS, com 31,36%, é o segundo mais votado, e o IL, com 8,87%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados provisórios às 22:32 horas, com a comparação com os dados de 2019, de acordo com as votações divulgados pela secretaria geral do Ministério da Administração Interna.. O PS foi o partido mais votado no distrito de Faro nas eleições europeias de hoje, com 29,46% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 28,20%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 14,34%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:24 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS foi o partido mais votado no distrito de Guarda nas eleições europeias de hoje, com 35,77% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 35,07%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 10,19%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:20 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado no distrito de Vila Real nas eleições europeias de hoje, com 40,71% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS, com 33,06%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 9,33%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:18 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS foi o partido mais votado no distrito de Beja nas eleições europeias de hoje, com 35,42% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 18,80%, é o segundo mais votado, e o PCP-PEV, com 15,40%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:14 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.. A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado na Madeira nas eleições europeias de hoje, com 42,65% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS, com 25,99%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 9,11%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:16 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado no distrito de Bragança nas eleições europeias de hoje, com 40,87% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS, com 32,67%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 10,27%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:13 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..Os líderes do PSD e CDS-PP da Madeira destacaram a vitória que a Aliança Democrática (AD) alcançou nas eleições europeias de hoje nesta região autónoma e defenderam a criação de um círculo eleitoral para as regiões ultraperiféricas portuguesas..O presidente social-democrata madeirense, Miguel Albuquerque, salientou que após vários atos eleitorais, nomeadamente as legislativas regionais antecipadas de 26 de maio, o partido teve uma "excelente vitória" nas europeias de hoje..Na sede regional do PSD, junto do presidente do CDS-PP e da candidata desta região, Rubina Leal, Albuquerque salientou que a AD ganhou em "51 das 54 freguesias da Madeira" e "em 10 dos 11 concelhos" deste arquipélago, tendo reunido mais 300 votos que no último sufrágio para o Parlamento Europeu, em 2019..Segundo o líder social-democrata madeirense, estes resultados evidenciam que o PSD continua "a recolher confiança da larga maioria dos madeirenses e porto-santenses", apesar de pela primeira vez não ter um candidato em lugar elegível nas listas do partido.."Eu votei contra a lista que foi apresentada [pelo PSD nacional] e aqui [na Madeira] ganhamos as eleições. Espero que a AD lá ganhe", disse..Para Miguel Albuquerque, a Madeira "foi alvo de um erro" porque o PSD não colocou um candidato representante da região em lugar elegível. A candidata Rubina Leal surgiu em nono lugar na lista..Por seu turno, o líder do CDS-PP, José Manuel Rodrigues, destacou o "estupendo resultado de Rubina Leal" nestas eleições, opinando que os dados "demonstraram que a ligação entre PSD e CDS está forte, recomenda-se"..O responsável centrista acrescentou que, numa leitura regional dos resultados avançados até ao momento, "está robustecido acordo parlamentar para dar estabilidade política à região" celebrado entre os dois partidos após as eleições regionais..Rodrigues apontou que o "PS volta a ser um derrotado" na Madeira, porque ficou "abaixo dos 30% "e não conseguiu "captar votos do partido irmão JPP (Juntos Pelo Povo)", partidos que tentaram um entendimento para um alternativa de governo na Madeira e afastar o PSD, um projeto que foi rejeitado pelo representante da República.."Tiramos ilação: é preciso mudar (...) para que haja um círculo pela Madeira e os Açores ao Parlamento Europeu", sublinhou José Manuel Rodrigues, vincando que "a Madeira e os seus interesses não podem estar ao sabor dos diretórios nacionais dos partidos"..No seu entender, "os resultados bons do centro-direita na Madeira" permitem exigir o cumprimento, junto da União Europeia, do Estatuto da Ultraperiferia que está inscrito no Tratado Europeu..Quanto à candidata madeirense da AD, Rubina Leal, realçou que estas europeias registaram na Madeira uma "maior adesão que em 2019", tendo os madeirenses dado uma "vitória clara e inequívoca ao projeto da AD"."Foi o melhor resultado de sempre nas eleições europeias" na Madeira, vincou, defendendo que "não pode continuar a ser o centralismo em Lisboa a decidir se os representantes da Madeira vão ou não em lugar elegível"..Também declarou: "Temos de defender um circulo eleitoral para a RUP (Regiões Ultraperiferias), anunciando que pretende apresentar um caderno de encargos "a todos os candidatos da lista da AD com todas as ideias propostas e temas importantes para a Madeira e que importam defender no Parlamento Europeu"..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM) foi o partido mais votado nos Açores nas eleições europeias de hoje, com 38,38% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS, com 32,32%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 8,06%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:09 horas, com a comparação com os dados correspondentes de 2019, de acordo com as votações divulgadas pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O PS foi o partido mais votado no distrito de Coimbra nas eleições europeias de hoje, com 36% dos votos, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 30,47%, é o segundo mais votado, e o IL, com 8,12%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados, com a comparação com os dados correspondentes à eleição de 2019, de acordo com as votações divulgados pela secretaria geral do Ministério da Administração Interna..O PS foi o partido mais votado no distrito de Castelo Branco nas eleições europeias de hoje, com 37,94% dos votos, segundo os dados oficiais provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..A Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 29,26%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 10,58%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:05 horas, com a comparação com os dados correspondentes à eleição de 2019, de acordo com as votações divulgados pela secretaria geral do Ministério da Administração Interna..O PS foi o partido mais votado no distrito de Portalegre nas eleições europeias de hoje, com 37,67% dos votos, quando estão apurados os resultados das 69 freguesias, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..O Aliança Democrática (PSD/CDS/PPM), com 25,57%, é o segundo mais votado, e o Chega, com 13,11%, está em terceiro..É o seguinte o quadro completo dos resultados às 22:07 horas, com a comparação com os dados correspondentes às mesmas freguesias na eleição de 2019, de acordo com as votações divulgados pela secretaria geral do Ministério da Administração Interna..O Partido Socialista acabou de eleger o seu sexto eurodeputado, Carla Tavares, que assim se junta a Marta Temido, Francisco Assis, Ana Catarina Mendes, Bruno Gonçalves, André Rodrigues no Parlamento Europeu. O PS ganha assim vantagem sobre a AD, que continua com cinco mandatos..Numa altura em que já foram atribuídos 13 dos 21 mandatos, IL e Chega continuam com um eurodeputado cada..PS e AD estão em empate técnico, com cinco eurodeputados cada, numa altura em que já estão atribuídos 12 dos 21 mandatos, segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..Segundo os resultados já apurados, Chega e IL já elegeram um deputado cada..O PS contabiliza às 22 horas 1 056 135 votos, cerca de mais 15 mil do que a AD (1 041 051 votos).Chega vai sendo, ao contrário das projeções, a terceira força mais votada (9,83%), seguido pela IL (8,59%).Bloco de Esquerda (4,06%), CDU (3,96%) e Livre (3,49%) mantêm a esperança de eleger um eurodeputado..O secretário-geral do Chega, Rui Paulo Sousa, elogiou o "espírito democrático" das eleições europeias e saudou a "fraca abstenção" comparativamente com as europeias anteriores.."Demonstra que estamos no caminho certo para combater abstenção", afirmou, vincando que "a democracia só é atingida quando todos cumprimos o direito e o dever de votar"..André Ventura admitiu que este não era o resultado que o Chega esperava e assumiu responsabilidade pela derrota. "Queríamos vencer as eleições", admitiu..Ainda assim, o líder do partido fala em "notícia positiva da entrada do Chega no Parlamento Europeu". "Em todo o caso não somos o PCP nem o BE"..Pedro Rocha / Global Imagens.Pedro Rocha / Global Imagens.O líder do CDS-PP, Nuno Melo, diz que "tudo aponta para que em 2024 o PSD e o CDS juntos vão ter maior percentagem do que tiveram em 2019 separados" e deu uma bicada ao Chega, referindo que "os populismos vão ficar muito abaixo das suas expetativas" e que "ser muleta do PS não compensa"..O ministro da Defesa salientou ainda que o "PPE é a força mais votada na UE"..O número dois da lista do PS às europeias, Francisco Assis, considerou hoje que "não assiste obrigação nenhuma" ao líder socialista de ganhar as europeias, embora tenha a esperança na vitória, recusando qualquer consequência interna caso isso não aconteça..À entrada para o quartel-general da noite eleitoral do PS, Francisco Assis foi questionado pelos jornalistas sobre se uma eventual derrota dos socialistas nas europeias deveria ter consequências internas.."Não há razão nenhuma para isso. Era o que faltava. Nós temos uma liderança há muito pouco tempo", respondeu..Segundo Assis, este é o fim de um "processo em que o PS governou o país durante oito anos" e que o partido "está na oposição, num quadro político ainda muito confuso".."Evidentemente que não assiste obrigação nenhuma ao atual secretário-geral de ganhar estas eleições, embora eu tenha a esperança que o PS ganhe", enfatizou..O candidato considerou que o PS fez "uma excelente campanha eleitoral", teve uma "grande cabeça de lista" e "apresentou propostas muito claras em matéria europeia".."Em 10 anos muita coisa mudou no nosso país. Todos aqueles que na altura acharam que a vitória era por poucochinho, hoje não vão fazer nenhuma consideração dessa natureza. O que importa é que o PS ganhe as eleições hoje e no futuro", respondeu..O cabeça de lista da CDU, João Oliveira, garantiu que a luta da coligação "pelo país vai continuar", independentemente dos resultados.."Foi uma campanha de esclarecimento e de informação e de sublinhar o que estava em causa. Falámos pela paz, na luta pela paz", afirmou..O dirigente PAN Ernesto Morais lamentou hoje a possibilidade de o partido não eleger qualquer eurodeputado, após a divulgação das projeções dos resultados eleitorais, dando quase como adquirida a derrota de Pedro Fidalgo Marques.."Não estamos satisfeitos com a não eleição do Pedro Fidalgo Marques ao Parlamento Europeu e, portanto, nós gostaríamos de muito repor a verdade e repor a eleição de Pedro Fidalgo Marques, mas não foi possível", salientou Ernesto Morais no quartel-general do partido para a noite eleitoral, no Teatro Thalia, em Lisboa..As projeções para os resultados das eleições para o Parlamento Europeu divulgadas pela RTP, SIC e TVI/CNN dão um empate técnico entre o PS e a AD - Aliança Democrática e colocam o PAN fora do Parlamento Europeu..De acordo com a sondagem realizada pelo CESOP - Universidade Católica Portuguesa para a RTP, o PS e a AD ficam empatados, estando os socialistas com um intervalo entre 28% e 34% dos votos, obtendo seis a oito deputados, e a coligação com um resultado entre 28% e 33%, também com seis a oito mandatos..A mesma projeção com base numa sondagem à boca de urna dá também empate entre a Iniciativa Liberal (IL) e o Chega, com 8% a 12% dos votos, podendo eleger entre dois a três eurodeputados..A sondagem dá ainda um empate entre o Livre, Bloco de Esquerda (BE) e a CDU, com 3% a 5% dos votos, o que corresponde a intervalo entre zero e um mandato, enquanto o PAN e o ADN não elegem qualquer deputado..Em 2019, Francisco Guerreiro foi o cabeça de lista do PAN e único eleito desta força política nas europeias, as primeiras em que o partido obteve representação em Bruxelas (com cerca de 5% dos votos)..No ano seguinte, o eurodeputado anunciou a sua saída do PAN por "divergências políticas" com a direção do partido, mantendo-se no Parlamento Europeu como independente..Perante cânticos de "Liberal! Liberal!", vive-se um clima de grande euforia no hotel onde a Iniciativa Liberal está a acompanhar os resultados das eleições.."Hoje é um dia de esperança. A partir de hoje temos representação em todos os parlamentos", afirmou o deputado Bernardo Blanco.."Assistimos a uma derrota do extremismo. O BE e o PCP hoje têm muitos resultados aquém das expetativas, enquanto o Chega, que queria vencer as eleições, teve uma queda acentuada. O Chega é apenas um PS que ainda não atingiu o poder", acrescentou..Rui Tavares já reagiu às projeções das eleições europeias, afirmando que "o Livre volta a crescer e é uma esquerda verde e europeia que veio para ficar no nosso país".Ainda assim, admitiu que a eleição do Francisco Paupério vai estar em disputa "até ao último voto". "As probabilidades são boas", sublinhou..As eleições para o Parlamento Europeu registaram hoje em território nacional uma taxa de abstenção de 63,6%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..Às 20:00, numa altura em que já estavam encerradas as urnas em todo o território português, a taxa de afluência era de 36,48%..Os números da abstenção na eleição de hoje (63,6%) são semelhantes ao do escrutínio de 1994, em que Portugal atingiu os 64%, o pior resultado do século passado..Há cinco anos, Portugal tinha visto a taxa de abstenção em eleições europeias atingir quase 70%, uma participação eleitoral que registou mínimos históricos desde as primeiras eleições para o Parlamento, em 1987..Nessas eleições para o Parlamento Europeu, foram votar apenas 30,75% dos mais de 10,7 milhões de eleitores inscritos..Este foi um registo que confirmou a tendência decrescente da adesão dos eleitores portugueses às eleições para o Parlamento Europeu, visto que em 2014 já tinha sido batido um novo recorde de abstenção, com 66,33% dos eleitores a falharem a chamada às urnas..Desde então, nunca mais se conseguiu baixar da barreira dos 60% em todos os momentos eleitorais posteriores..Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro votaram hoje para escolher 21 dos 720 eurodeputados do Parlamento Europeu..A estas eleições, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no passado domingo mais de 252.000 eleitores, concorrem em Portugal 17 partidos e coligações..As projeções das televisões apontam para empates técnicos entre PS e AD, Iniciativa Liberal e Chega e entre os três partidos mais à esquerda (Bloco de Esquerda, CDU e Livre).RTP - PS (28 a 34%/6 a 8 mandatos), AD (28 a 33 %/6 a 8 mandatos), IL (8 a 12%/2 a 3 mandatos), Chega (8 a 12%/2 a 3 mandatos), BE (3 a 5%/0 a 1 mandato), Livre (3 a 5%/0 a 1 mandato), CDU (3 a 5%/0 a 1 mandato), PAN (1 a 2%/0 mandatos), ADN (1 a 2%/0 mandatos)PS (29,2 a 33,6%/ 7 a 8 mandatos), AD (28,4 a 32,8%/ 7 a 8 mandatos), IL (8,1 a 11,5%/2 a 3 mandatos), Chega (7,5 a 10,9%/2 a 3 mandatos), BE (2,8 a 5,8%/0 a 1 mandato), Livre (2,9 a 5,9%/0 a 1 mandato), CDU (2,8 a 5,8%/0 a 1 mandato), PAN (0,4 a 2,0%/0 mandatos).TVI - PS (27,7% a 33,7/6 a 8 mandatos), AD (26 a 32%/6 a 8 mandatos), IL (8,3 a 12,3%/1 a 3 mandatos), Chega (6,6 a 12,6%/1 a 3 mandatos), BE (3 a 7%/0 a 1 mandato), Livre (2,5 a 6,5%/0 a 1 mandato), CDU (2 a 6%/0 a 1 mandato), PAN (0,7 a 2,7%/0 mandatos).Pedro Pinto, do Chega, mostrou-se satisfeito com as projeções dos resultados das eleições europeias não só em Portugal como nos outros países da União Europeia."A Europa votou à direita, com grandes resultados em França, Áustria e Itália. Aguardamos com expetativas os resultados. Vai ser uma grande noite para o Chega, que consegue entrar no parlamento europeu", afirmou..Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, fala em celebração da eleição de Catarina Martins como eurodeputada, embora as sondagens admitam que possa vir a não ser eleita.."Será uma voz pela transição climática e pela inclusão. Daqui a uma ou duas horas estaremos com ela a assinalar a sua eleição. Fomos para estas eleições para marcar a diferença. As mentiras da extrema-direita são as grandes derrotadas desta noite eleitoral", afirmou..Ainda assim, reconheceu que o empate técnico com a Iniciativa Liberal não era o resultado esperado: "Obviamente não era o resultado que queríamos, mas os votos ainda estão a ser contados e vamos estar tranquilos e aguardar com serenidade.".As assembleias de voto para as eleições europeias em Portugal Continental e na Madeira encerraram hoje às 19:00, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horária..Pela primeira vez, foi possível votar em qualquer mesa de voto, independentemente do local de recenseamento, o chamado voto em mobilidade..Segundo a Secretaria-Geral do Ministário da Administração Interna (SGMAI), até às 19:00, votaram 36,41%, mais do que nas eleições de há cinco anos..Durante a manhã registaram-se alguns problemas na votação em mobilidade, entre as 11:00 e as 12:00, devido a um pico de afluência que coincidiu com uma atualização de segurança do sistema informático..Depois de o sistema ter "rapidamente recuperado, tudo foi reconduzido à plena normalidade" nas eleições para o Parlamento Europeu, segundo o SGMAI..Para estas eleições europeias estavam recenseados um total de 10.819.317 cidadãos nacionais e 11.255 cidadãos estrangeiros, que perfazem um total de 10.830.572 de eleitores inscritos..No estrangeiro estavam inscritos cerca de 1.5 milhões de eleitores portugueses, dos quais pouco mais de 900 mil vão votar dentro da Europa e 643 mil estão inscritos fora do continente europeu..Em Portugal, concorreram a estas eleições europeias, das quais sairão os 21 eurodeputados nacionais, 17 partidos e coligações..Nas eleições europeias de 2019, com uma abstenção de 69,25%, Portugal contrariou a tendência europeia de maior adesão à eleição dos eurodeputados, e teve o terceiro pior registo da União Europeia ao nível de participação, ficando apenas à frente da Eslováquia e da Croácia..Entre quinta-feira e hoje, cerca de 373 milhões de eleitores europeus nos 27 Estados-membros da União Europeia elegem os 720 novos membros do Parlamento Europeu..Manuel Rodrigues, membro da Comissão Política do PCP, referiu que o voto em mobilidade "pode ter tido algum impacto" na participação eleitoral e que este novo modelo poderá ter "eventuais vantagens", mas alerta que o sistema "carece de uma avaliação que contem elementos de fiabiliade que importa verificar"..Ainda assim, frisou que o impacto não terá sido "assim tão significativo", já que a participação nestas europeias não está muito longe dos dados registados em 2014 (quase 34%)..O cabeça de lista do PAN às eleições europeias, Pedro Fidalgo Marques, saudou hoje a descida da abstenção em relação ao ato eleitoral de 2019, afirmando que "é sempre algo positivo que as pessoas se tenham mobilizado para votar".."É sempre de salutar quando temos descida da abstenção. Neste momento em relação a 2029 tivemos mais votação", disse aos jornalistas à chegada pelas 19:10 ao quartel-general do partido para a noite eleitoral, no Teatro Thalia, em Lisboa..Bernardo Blanco, da Iniciativa Liberal, referiu que os militantes do partido estão "bastante confiantes", assumindo o objetivo de "um eurodeputado", mas com a "ambição de mais"..O deputado da IL realçou a redução da abstenção em comparação com 2019 e elogiou ainda o modelo de voto em mobilidade: "Permitiram que o voto em mobilidade fosse um sucesso. A tecnologia deve estar ao serviço da democracia. Desejamos que daqui para a frente seja possível ter o modelo que tivemos hoje.".O líder do PSD e primeiro-ministro já chegou ao hotel onde a Aliança Democrátiva vai acompanhar a noite eleitoral e rejeitou uma demissão do Governo em caso de derrota, referindo que "isso é mesmo para rir" e que essa possibilidade "não está em cima da mesa"..Luís Montenegro prestou "profunda homenagem e gratidão a toda a máquina eleitoral e todos os que ao longo do último ano prepararam esta evolução" do voto em mobilidade, elogiando o papel da secretaria-geral da Administração Interna, empresas e autarquias locais para "gerir uma operação altamente problemática mas também muito arriscada"..Sobre a abstenção, Montenegro diz que a diminuição relativamente a 2019 é também "uma homenagem" que os portugueses fazem à política.. cabeça de lista da AD às europeias, Sebastião Bugalho, disse ainda não ter escrito nenhum discurso para a noite eleitoral de hoje e assegurou que irá "continuar sorridente"..Em declarações aos jornalistas, pouco antes das 19:00, à chegada ao hotel junto ao Marquês de Pombal (em Lisboa), onde a AD (coligação que junta PSD, CDS-PP e PPM) vai acompanhar a noite eleitoral, Bugalho disse estar satisfeito com a indicação de uma menor abstenção nestas eleições.."Olho com satisfação por saber que os portugueses estão a participar num ato eleitoral que defende os portugueses na Europa e que é fundamental para o seu futuro", afirmou..O cabeça de lista da AD chegou sorridente, "com o mesmo sorriso desta manhã", e questionado se já escreveu algum discurso de vitória ou derrota, respondeu negativamente.."Ainda não escrevi nenhum discurso, posso dizer que estou sorridente e vou continuar sorridente", afirmou..Bugalho disse não ter razões para estar nervoso, mas para "estar orgulhoso" da campanha, do programa e da equipa que a AD apresentou a estas eleições europeias.."Estando a decorrer ainda o ato eleitoral, não vou fazer campanha por respeito aos portugueses, mas desejo a todos uma ótima tarde e certamente falaremos daqui a pouco", afirmou..As projeções da RTP apontam para uma taxa de abstenção entre os 60 e os 63%, enquanto a TVI/CNN Portugal apontam para entre 58,6 e 64,5% e as da SIC para 63,6%..A confirmar-se, é um valor inferior às europeias de 2019 (69,27%) e de 2014 (66,16%), mas na linha do que se verificou em 2019 (23,22%), 2004 (61,40%), 1999 (64,46%) e 1994 (64,46%) e muito superior às longíquas eleições de 1987 (27,58%) e 1989 (48,90%)..A Comissão Nacional de Eleitores (CNE) não quer a divulgação das projeções referentes às eleições europeias nos outros países da União Europeia por parte da comunicação social nacional até às 20 horas..A deliberação foi enviada às redações "a propósito de um pedido da RTP". "Face ao exposto, a CNE recomenda que não seja feita a divulgação em causa antes das 20 horas" porque "o ato eleitoral é todo ele para o mesmo órgão", e as "projeções em causa dizem respeito diretamente ao mesmo ato eleitoral, pelo que a situação está abrangida pela proibição"..A CNE evoca o n.º 1 do artigo 10.º da Lei 10/2000, de 21 de junho, que determinada que, entre o final da campanha e o encerramento das urnas em todo o país, "é proibida a publicação e a difusão, bem como o comentário, a análise e a projecção de resultados de qualquer sondagem ou inquérito de opinião, directa ou indirectamente relacionados com actos eleitorais ou referendário"..Um pico de afluência que coincidiu com uma atualização de segurança levou, no final desta manhã, a um abrandamento do sistema que permite o voto em mobilidade nas eleições europeias, que decorrem com normalidade, explicou fonte oficial.."Confirmamos que cerca das 11:30 ocorreu uma situação de atualização de segurança do sistema, pré-agendada, que tendo coincidido com um dos 'picos de afluência' de eleitores às urnas, provocou, durante algum tempo, um abrandamento na operacionalidade do sistema", adiantou a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI)..Em comunicado, a SGMAI salientou ainda que, "tendo o sistema rapidamente recuperado, tudo foi reconduzido à plena normalidade" nas eleições que estão a decorrer hoje para a escolha dos 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu.."O processo eleitoral está a decorrer com normalidade, como, aliás, foi salientado pelos vários candidatos quando se dirigiram ao local que escolheram para votar", refere a entidade responsável pela divulgação dos resultados oficiais..A secretaria-geral reconhece, porém, que num processo de votação em mobilidade, que se realiza pela primeira vez em Portugal, "era expectável que pontualmente pudessem surgir alguns constrangimentos, como já ocorreram".."Em todas as circunstâncias a equipa técnica esteve e está preparada para responder às necessidades que se colocaram e se venham, eventualmente, a colocar", assegurou o comunicado..Adiantou ainda que, a meio da tarde, verifica-se um número de votantes superior à eleição de há cinco anos e, não estando prevista mais nenhuma atualização de segurança, "aguarda-se que os eleitores escolham livremente o local em que pretendem votar e se dirijam às urnas de voto, decorrendo a votação com a devida normalidade"..O comunicado na íntegra:."O n.º 1 do artigo 10.º da Lei 10/2000, de 21 de junho, determina que “É proibida a publicação e a difusão bem como o comentário, a análise e a projecção de resultados de qualquer sondagem ou inquérito de opinião, directa ou indirectamente relacionados com actos eleitorais ou referendários abrangidos pelo disposto nos n.ºs 1, 2 e 4 do artigo 1º, desde o final da campanha relativa à realização do acto eleitoral ou referendário até ao encerramento das urnas em todo o País”..Considerando que o ato eleitoral é todo ele para o mesmo órgão, as projeções em causa dizem respeito diretamente ao mesmo ato eleitoral, pelo que a situação está abrangida pela proibição da norma..A entidade com competência contraordenacional nesta matéria é a ERC, que no último ato eleitoral do Parlamento Europeu se pronunciou expressamente nos termos da nota junta..Face ao exposto, a CNE recomenda que não seja feita a divulgação em causa antes das 20 horas.".Vários ciclistas profissionais do pelotão português, que estão a participar no Grande Prémio Douro Internacional, prova do calendário nacional, aproveitaram a possibilidade de votar em mobilidade e, antes do início da corrida, exerceram o seu direito nas eleições europeias..Os atletas reuniram-se um pouco mais cedo no local da partida da terceira da etapa da prova, em Tabuaço, distrito de Viseu, muitos deles já trajados a rigor para a competição, pousando as bicicletas e gastando apenas alguns minutos para votarem, mostrando a satisfação pela oportunidade.."Somos três portugueses na equipa e viemos mais cedo, numa carrinha à parte, para cumprir este nosso direito. Votar pela primeira vez fora da nossa área de residência é algo de muito positivo. Se não houvesse essa possibilidade, seria impossível participarmos nesta votação", disse João Matias, de 31 anos, que compete na Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua..Essa oportunidade foi também elogiada por Pedro Castro Pinto, jovem corredor da Efapel, que tem residência em Guimarães, distrito de Braga, a mais de 130 quilómetros de Tabuaço, onde hoje tinha de desempenhar a sua atividade profissional.."Esta flexibilidade de votar numa terra diferente de onde moramos é excelente. Espero que seja algo que seja para ficar. Ajuda a exercermos a nossa liberdade de votar. É mesmo muito positivo", afirmou..Joaquim Silva, companheiro de equipa na Efapel, considerou que esta iniciativa, que foi incentivada pela organização do Grande Prémio Douro Internacional, serve de "exemplo para a sociedade".."Se nós, ciclistas, que estamos em competição, conseguimos tirar alguns minutos para votar, muita gente também o pode fazer. Apesar de não seguir, aprofundadamente, a política, tento sempre exercer este meu direito. Quem não o faz fica depois com poucos argumentos para criticar as decisões políticas", completou..Rui Carvalho, ciclista da GI Group-Simoldes-UDO, reforçou a ideia do companheiro de profissão: "Votando, é a melhor forma mostrar a nossa voz. Se queremos mudanças temos de votar"..O momento também serviu para fazer história no ciclismo português, pois nunca antes os atletas que participam numa prova tiveram a igual oportunidade de, no mesmo dia, participarem num sufrágio.."Nada mudou nas nossas rotinas, porque chegamos sempre mais cedo ao início das etapas. Ficamos felizes por exercer o nosso direito. O ciclismo deu um bom exemplo e o dia hoje fica, também, na história da nossa modalidade", partilhou Hernâni Broco, diretor desportivo da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car, que acompanhou os atletas na ida ao local de voto..A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu duas participações relativas a declarações da cabeça de lista do PS às eleições europeias, Marta Temido..Em causa a seguinte frase: "quanto melhores os nossos resultados, melhor defendidos estarão os portugueses e os europeus.".A CNE entende que "tais declarações podem interferir no processo de formação de vontade dos eleitores e, assim, inserir-se no âmbito da proibição de realização de propaganda no dia da eleição"..A CNE "delibera determinar aos órgãos de comunicação social que cessem a divulgação de tais declarações"..O Presidente da República elogiou hoje o voto em mobilidade, considerando que contribuiu para aumentar a participação nestas eleições europeias e realçando que já superou a de 2019..Em declarações aos jornalistas em Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, durante as comemorações do Dia de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que tinha acabado saber, cerca das 16:00, que nestas eleições em Portugal já se ultrapassou a votação nas europeias de há cinco anos.."Chegou-me agora a notícia, provavelmente já ultrapassámos há mais tempo: batemos 2019. Estamos a melhorar em termos de qualidade da democracia em Portugal", congratulou-se..Segundo o chefe de Estado, a possibilidade de votar em mobilidade, em qualquer ponto do país, "foi fundamental, ajudou e as pessoas reagiram", ao "descobrir que podem votar mesmo fora de casa e sem a mínima dificuldade"..O Presidente da República, que falava no fim de um almoço em que também esteve a ministra da Administração Interna, contou que perguntou a Margarida Blasco "como é que é possível, eventualmente, pensar no mesmo esquema para outras eleições", mas que a ministra lhe respondeu, "com razão, que é mais difícil"..Interrogado se estava a propor uma revisão da lei eleitoral, respondeu: "Não, não, porque tem de se ver bem exatamente como é que se faria, porque aí é mais difícil"..Marcelo Rebelo de Sousa salientou que nas eleições para o Parlamento Europeu "é mais fácil, porque, verdadeiramente, como é um só círculo, todos os votos entram no mesmo cesto", mas que em eleições com vários círculos, em que é preciso repartir os votos, "é mais difícil montar a máquina e é mais difícil fazer esse tipo de mobilidade".."Agora, que tem funcionado otimamente, tem, e as preocupações com problemas no sistema não tinham razão de ser", acrescentou..A afluência às eleições europeias de hoje ultrapassou a registada no sufrágio de 2019, quando faltavam pouco mais de duas horas para fecharem as urnas em Portugal continental, indicam os dados oficiais..Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, 30,79% dos eleitores inscritos nas eleições de hoje para o Parlamento Europeu já tinham votado até às 16:50, enquanto a participação total no sufrágio de 26 de maio de 2019 ficou pelos 30,73%..Este aumento comparativo de afluência já tinha sido registado durante a manhã, uma vez que, até às 12:00, exerceram o seu direito de voto 14,48% dos inscritos, uma percentagem superior aos 11,56% que foram às urnas no mesmo período em 2019..Quanto à participação de eleitores comunitários não nacionais, os dados oficiais indicam que era de 15,34% às 16:50, segundo a evolução da afluência disponibilizada `online´ pela entidade responsável pela divulgação dos resultados oficiais..Há cinco anos, Portugal viu a taxa de abstenção em eleições europeias atingir quase 70%, uma participação eleitoral que registou mínimos históricos desde as primeiras eleições para o Parlamento, em 1987..Nessa altura, um ano depois da entrada portuguesa na então Comunidade Económica Europeia (CEE), 72,42% dos eleitores foram às urnas para escolher os representantes de Portugal no Parlamento Europeu, situando-se a abstenção nos 27,8%..No ponto da situação enviado às redações, a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) afirma que "neste momento" regista-se "uma votação com um número de votantes superior à eleição de há cinco anos"..No mesmo comunicado, a SGMAI refere que não está prevista mais nenhuma atualização de segurança nos sistemas, ato que causou lentidão em algumas meses de voto pelo país.."Aguarda-se que o ato eleitoral prossiga com a normalidade prevista e uma afluência significativa de eleitores, no período que está a decorrer", lê-se..Em comunicado às redações enviado nesta tarde, a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), disse que "as situações pontuais de morosidade do sistema, foram prontamente resolvidas"..Em causa algumas queixas relativamente a problemas existentes na votação em mobilidade, em algumas mesas de voto..Desde o início do ato eleitoral, houve vários registos de reclamações dos eleitores em relação à demora para votar..Inês Sousa Real apelou aos portugueses para participarem nas eleições europeias para que a abstenção não marque o ato eleitoral, dizendo que "o futuro da Europa é extremamente importante para o futuro de Portugal".."Precisamos de garantir que as pessoas diretamente decidam sobre aquilo que lhes diz respeito. Sobre o aumento do custo de vida, à saúde, mas também às políticas ambientais (...). Estamos a falar de uma realidade que afeta o nosso dia-a-dia, por isso apelo a todos os portugueses que saiam hoje para votar. Hoje é um dia muito importante para a nossa democracia", salientou..A líder do PAN a falava aos jornalistas depois de ter exercido o seu direito de voto, cerca das 12:30, na Escola Básica 2,3 de Telheiras, em Lisboa.."Há aqui um ato muito importante a tomarmos nos próximos cinco anos que vão ditar o futuro da Europa, mas também o futuro de Portugal e acima de tudo das causas que as pessoas querem ver representadas no Parlamento Europeu. Não deixem que os outros decidam por eles, é fundamental garantirmos e robustecermos a democracia", sublinhou..Sousa Real recordou que a Europa e o mundo estão a "enfrentar desafios muito importantes, seja com a guerra, seja com a inflação, com o aumento do custo de vida", afirmando que não se pode "perder a batalha democrática"..O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, apelou hoje à participação de todos os portugueses nas eleições europeias, dizendo que é "sempre um dia de festa" e é preciso votar para preservar a democracia.."O dia das eleições é sempre um dia de festa da nossa democracia e nós devemos participar para preservar esta que foi a nossa grande conquista que é o direito a votar, a escolher quem nos representa", afirmou Pedro Nuno Santos, em declarações após ter votado, pelas 12:15, na Escola Básica de Telheiras, em Lisboa..Pedro Nuno Santos lembrou que "não é um dia de campanha", encarando com "entusiasmo estes momentos eleitorais".."Vamos esperar com muita serenidade e muito respeito pela vontade popular", sublinhou..Questionado sobre se o longo tempo de espera na fila para votar, devido a alguns problemas informáticos, pode demover as pessoas do ato eleitoral, o secretário-geral do PS disse que "nem sempre corre tudo na perfeição" na primeira vez.."Isso é normal. Nós temos de encarar isso com normalidade. Espero que ninguém desista de votar ou deixe de votar porque há qualquer atraso. Vinte minutos numa fila com pessoas com vontade de participar na democracia não custa assim tanto. A mim não me custou nada e por isso espero que as pessoas venham votar", frisou..O secretário-geral do PS fez-se acompanhar pela família como já tinha acontecido nas legislativas de março..As eleições de hoje para o Parlamento Europeu estão a "decorrer normalmente", com um tempo médio de votação de 49 segundos por eleitor, afirmou a Comissão Nacional de Eleições (CNE).."A informação que temos é que está tudo a decorrer normalmente. As questões pontuais que se verificaram foram ultrapassadas e o tempo médio de votação, neste momento, é de 49 segundos por eleitor", adiantou à Lusa o porta-voz da CNE..Segundo Fernando Anastácio, na abertura das urnas, verificaram-se "questões técnicas" em três mesas de voto, mas que foram ultrapassadas..Referiu ainda que, relativamente ao voto em mobilidade, que acontece pela primeira vez nestas eleições, também não se registam dificuldades.."Está tudo a decorrer normalmente, não há qualquer questão digna de registo e que venha a perturbar o funcionamento do sistema eleitoral", afirmou o porta-voz da comissão..Numa ronda por diversas mesas de voto espalhadas pelo país, a Lusa constatou que está tudo a decorrer sem percalços e sem tempo de espera para votação..No concelho de Leiria, na União de Freguesias de Marrazes e Barosa, a votação está a decorrer "muito bem", "sem qualquer problema informático", adiantou fonte de uma mesa de voto na escola de Marrazes..Pelas 10:00, a mesma fonte referiu que "a adesão tem sido boa". A Lusa confirmou no local não existirem filas de espera, uma vez que era possível votar em qualquer mesa e os eleitores eram aconselhados a escolher a que tinha menos afluência..Em Évora, na escola secundaria André de Gouveia, onde funcionam 10 mesas da União de Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras, também não se verificaram problemas, com a votação a decorrer de forma rápida e, até as 10:30, várias pessoas já tinham votado em mobilidade..Pela primeira vez, é possível votar sem ser na mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto..O Presidente da República considera que "é bom sinal" a afluência às urnas de 14,48% até às 12:00 nas eleições para o Parlamento Europeu e apela à participação eleitoral..Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas em Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, durante as comemorações do Dia de Portugal, sobre a afluência às urnas até às 12:00, superior à das europeias de 2019, que à mesma hora era de 11,56%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.."Está a subir, é bom sinal. Eu quando vi pessoas a votarem às oito da manhã, oito e tal, eu estava acordado, e vi que vários dos candidatos votaram muito cedo, é bom sinal", comentou..O chefe de Estado acrescentou: "Não chove em muito sítio, é aproveitar. Eu já votei"..Nestas eleições europeias, pela primeira vez, é possível votar em mobilidade, em qualquer mesa de voto, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada..No sábado, numa comunicação ao país a partir do Castelo de Leiria, o Presidente da República pediu aos eleitores que participem neste ato eleitoral usando o voto como "uma arma de liberdade, uma arma de democracia, uma arma de paz", considerando que a Europa vive a situação mais grave dos últimos 30 anos..O presidente do Governo dos Açores apelou ao voto nas eleições europeias, para que não se repita a abstenção de 2019, e criticou o lugar do candidato indicado pela estrutura regional do PSD na lista Aliança Democrática.."Não tenho uma verdadeira expectativa. Tenho o desejo e faço um apelo: participem. Espero que possamos diminuir os níveis de abstenção nos Açores em particular em relação à eleição de 2019", declarou José Manuel Bolieiro aos jornalistas, após ter votado em Ponta Delgada..Há cinco anos, em 2019, Portugal viu a taxa de abstenção em eleições europeias atingir quase 70%, com a participação em mínimos históricos, em que apenas 30,75% dos eleitores foram votar. Nos Açores, a abstenção foi superior a 80%..Bolieiro lembrou a "importância que as decisões do Parlamento Europeu impõem no quotidiano" dos açorianos e apelou para o "sentido de responsabilidade" dos cidadãos.."Da parte mais ocidental da União Europeia viemos votar para que haja uma voz açoriana no Parlamento Europeu. A esta hora, o que posso dizer, é que o exercício desse direito e dever é essencial para todos", reforçou..O presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) considerou que "não há impedimento" para que as pessoas se abstenham devido ao voto em mobilidade.."Desejo que haja mais participação. Também vejo que esta opção, mesmo que arriscada porque é inovadora, é uma solução positiva para incentivar a mais participação, até porque em Portugal a coincidência é terrível, estamos na véspera de um feriado", afirmou..Quando questionado, Bolieiro, que também é líder do PSD/Açores, admitiu que "esperava mais" da Aliança Democrática (AD), criticando o sétimo lugar da lista atribuído ao candidato indicado pela estrutura regional, Paulo do Nascimento Cabral.."A solução da AD continental não foi verdadeiramente nacional", assinalou..Bolieiro votou hoje pelas 11:20 (12:20 no continente português) na Junta de Freguesia da Fajã de Baixo, em Ponta Delgada, acompanhado por Paulo do Nascimento Cabral.. O presidente do Governo da Madeira, o social-democrata Miguel Albuquerque, considerou hoje que a colocação do um candidato da região autónoma pela primeira vez num lugar não elegível é "um retrocesso" na posição "inteligente" do partido.."Não é um retrocesso na autonomia, é um retrocesso naquilo que era a posição inteligente e perspicaz do PSD durante muitos anos, fez sempre questão de ter os representantes das ultraperiféricas no Parlamento Europeu", disse o chefe do executivo madeirense aos jornalistas após ter exercido o seu direito de voto na escola da Ajuda, no Funchal..A candidata do PSD/Madeira, Rubina Leal, figura em novo lugar da candidatura do partido nas Eleições Europeias que hoje decorrem..Apesar desta situação, o também líder social-democrata insular, assegurou que a estrutura esteve empenhada na campanha eleitoral, "como sempre", salientando a importância dos madeirenses votarem "uma vez que a União Europeia tem sido, aliás como é constatável e verificável, muito importante para o desenvolvimento da região autónoma"..Miguel Albuquerque destacou ser necessário "iniciar já as diligências para a negociação do próximo quadro europeu", defendendo a importância de ser mantidas as especificidades das regiões autónomas e o princípio da coesão económica e social.."Ou seja, o Fundo de Coesão tem de continuar a assegurar a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento harmonioso entre todos os europeus", sublinhou..O governante insular argumentou que "as regiões ultraperiféricas têm uma grande mais-valia para a União Europeia" na sua projeção geopolítica no Atlântico, Índico, Caraíbas e América do Sul, além de deterem 90% da biodiversidade da Europa e terem "quase seis milhões de habitantes que merecem ser consideradas e as especificidades serem salvaguardadas"..Albuquerque complementou que "isso até agora foi garantido através do Fundo de Coesão", sendo imprescindível "manter os valores" financeiros, tendo em conta especificidades destes territórios insulares.."E há um conjunto de fundos que têm de continuar a ser canalizados para estas regiões, uma vez que são regiões que não têm escala, estão na periferia da Europa e precisam de continuar a ter a solidariedade da União Europeia", enfatizou..Apelando ao voto, o líder regional destacou que a União Europeia "é um projeto de grande sucesso" que, no seu entender "está sob ameaça dos radicalismos, dos demagogos, dos charlatães, dos mentirosos compulsivos".."É de facto um projeto de grande sucesso ao longo de quase 80 anos. É um projeto de solidariedade, de consolidação da cooperação entre os povos europeus", reforçou, adiantando que "tem assegurado a paz na Europa e a prosperidade e solidariedade entre os povos europeus"..Segundo o presidente do Governo Regional, a Europa tem "grandes desafios pela frente", enunciando "o combate aos radicalismos, à propagação do ódio, aos charlatães e à ignorância, a profusão da ignorância", a necessidade de "assumir uma posição de crescimento económicos e a reindustrialização" para não perder a posição competitiva, assim como a "reorganização da defesa comum uma vez que não conta neste momento com o chamado apoio dos americanos como acontecia desde a guerra fria".O presidente do Chega disse hoje esperar que a participação nestas eleições europeias supere a das últimas, em 2019, e apelou aos eleitores que exerçam o seu direito de voto, salientando que podem fazê-lo nem qualquer parte do país.."O que nós esperamos é que à noite haja pelo menos uma vitória, que é a vitória da democracia, sinal de que superámos o resultado de participação das últimas eleições europeias, isso era muito importante, e nos aproximámos, espero eu, da participação das legislativas, embora honestamente, face aos números que vamos tendo e à visibilidade que vamos tendo, me parece um pouco complicado que esta noite se traduza também numa participação igual à das legislativas", afirmou..André Ventura falava depois de votar numa escola no Parque das Nações, em Lisboa..O líder do Chega considerou positivo que os eleitores possam votar em qualquer parte do país e disse esperar que "isso se traduza em mais gente a votar hoje, mais gente a participar".."Acho que era importante termos uma alta participação hoje, porque o contexto político está instável também, e um sinal de vitalidade da democracia é o sinal do voto. São eleições europeias, é verdade, a eleição é para o Parlamento Europeu, mas não deixa de mostrar a vivacidade da nossa democracia", defendeu..André Ventura afirmou que "era bom mostrar que o povo português não foi apenas pontualmente às urnas de forma massiva, mas continua a ir", salientando que se criou "uma nova cultura democrática em Portugal e hoje era um bom sinal para mostrar essa nova cultura democrática de participação, de vivacidade e de voto".."A nossa arma é o voto, é o voto que leva à mudança. Quem ficar em casa depois, honestamente, não se pode queixar de que outros vençam ou de que o país continue próximo do que sempre foi. Portanto, o meu apelo hoje, até porque temos regras de limitação muito severas, como sabem, é votem. Independentemente dos partidos, independentemente das convicções, votem", apelou, falando especialmente para quem está de férias..André Ventura disse que "correu tudo bem" quando votou e defendeu que "mesmo havendo algum contratempo, é importante [os eleitores] virem votar".."Não é por perderem mais cinco minutos, honestamente, ou 10 minutos, que podem deixar de fazer uma coisa tão importante para a democracia, que é escolher os nossos representantes. Eventualmente hoje, até porque estamos a fazer testes de um modelo novo, pode haver problemas em vários pontos do país, hoje pode haver constrangimentos em algumas zonas, mas vale a pena ir votar, onde quer que estejam", insistiu..Questionado sobre os dados da afluência às urnas às 12:00, de 14,48% mais elevada do que a registada em 2019, o presidente do Chega considerou que "é bom e mau, é bom sinal porque é superior ao das últimas europeias, é mau [porque] fica bastante abaixo das legislativas", mas afirmou que "é num número que apesar de tudo não é desanimador", sustentando que "a maior parte das pessoas vota durante a tarde"..André Ventura disse que ainda não esteve com o cabeça de lista hoje, mas que falou com António Tânger Corrêa por telefone, e indicou que passará a tarde com a família e irá à missa antes de seguir para o hotel onde o Chega se vai juntar para acompanhar a noite eleitoral.."Está muito animado, estamos motivados, estamos convictos que vamos ter um bom resultado", afirmou..O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, apelou hoje ao voto de todos os portugueses, sublinhando que este é o momento maior do exercício da liberdade de expressão e uma oportunidade para reforçar o projeto europeu.."Este o momento maior do exercício de cidadania por parte dos cidadãos portugueses e nós devemos praticar e exercer este momento para expressar o nosso sentido crítico em relação ao que não concordamos e em relação ao que desejamos. Este é o momento maior da liberdade de expressão e, por isso, todos os portugueses devem vir, votar, participar, porque a democracia é isso", afirmou..José Pedro Aguiar-Branco falava pouco depois de ter votado, às 11:44, na Universidade Católica, no Porto, onde, como é habitual, votou na secção 16, apesar de, neste ato eleitoral, o poder fazer em qualquer mesa de voto, o que considera "uma boa ferramenta" no combate à abstenção..A segunda figura da hierarquia do Estado destacou ainda a importância deste ato eleitoral para o reforço do projeto europeu no contexto internacional e na defesa dos princípios da liberdade e democracia, defendendo que este é um papel que cabe a todos..A Europa e União Europeia "é um instrumento que devemos reforçar no quadro internacional. O sentido dessa votação foi muito bem explicado por todos os que protagonizaram a campanha eleitoral e, nesse sentido, este é o momento em que nós devemos fazer o nosso exercício de opinião quer quanto às políticas que foram apresentadas, quer quanto aos protagonistas que vão depois no Parlamento Europeu representá-las", reforçou, salientando, que, neste quadro, devem ser evitadas leituras políticas nacionais..Questionado se marcaria presença no quartel-general do PSD para assistir à noite eleitoral, o histórico social-democrata do Porto revelou que os resultados serão acompanhados "em família", mas não deixou de se mostrar solidário com a sua família política que, sublinhou, esses, sim são os protagonistas destas eleições..O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou hoje que eleições para o Parlamento Europeu num fim de semana prolongado foi um desafio, mas admitiu que o voto antecipado e em mobilidade poderão contribuir para reduzir a abstenção. ."Do ponto de vista técnico, eu acho que foram criadas as condições que permitem que toda a gente que queira optar por votar, possa votar. Foi assim com o voto antecipado, no fim de semana passado, é assim com o voto em mobilidade", disse Paulo Raimundo, que exerceu o direito de voto cerca das 11:00, na Quinta da Fonte da Prata, concelho da Moita, no distrito de Setúbal.. "Nós tínhamos um desafio grande nestas eleições, que era, à partida, estarmos confrontados com um fim de semana prolongado, com tudo o que isso implica. E em alguns casos, na Área Metropolitano de Lisboa em particular, com a coincidência com o Santo António, tudo isto criava um ambiente exigente. Mas penso que as condições foram criadas para permitir que a taxa de abstenção não seja tão elevada [como nas eleições para o Parlamento Europeu de 2019]", acrescentou o líder comunista.. Paulo Raimundo disse ainda que há "razões mais profundas" que levam algumas pessoas a não exercerem o direito de voto, mas considerou que hoje "não é o momento para desenvolver sobre essa matéria"..A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, defendeu hoje que as eleições europeias não são um sufrágio "menos importante" e realçou que "todos os votos contam" independentemente do local onde se exerce este direito, apelando à participação.."Em Bruxelas, em Estrasburgo, decidem-se questões essenciais do nosso futuro. Não é uma eleição menos importante", considerou Mariana Mortágua, em declarações depois de ter votado para as eleições europeias na Escola Básica N.º1, na freguesia de Arroios, distrito de Lisboa..A bloquista confessou que a abstenção -- que na últimas europeias rondou os 70% - a preocupa sempre e que no caso destas eleições, "há uma tendência para as pessoas se afastarem um pouco do voto porque não percebem exatamente para que é que ele serve"..Mortágua sublinhou que estão em causa "questões que nos dividem sobre a guerra, sobre a paz, questões ambientais, igualdade, justiça", deixando reiterados apelos à participação eleitoral, que hoje pode ser feita em qualquer mesa de voto do país, devido à existência de cadernos eleitorais digitais..Além de poder votar em qualquer local do país, nas eleições europeias os cidadãos votam num círculo único (ao contrário das eleições legislativas, em que cada voto é contabilizado para um círculo eleitoral correspondente a um distrito)..A coordenadora bloquista aproveitou este facto para voltar a apelar à participação, realçando que neste sufrágio não existem os normalmente chamados "votos desperdiçados" e que "todos os votos contam para eleger a mesma lista de eurodeputados do mesmo partido"..Mariana Mortágua elogiou o regime excecional de voto que está hoje a ser aplicado no país e foi questionada sobre se este modelo pode vir a ser replicado noutras eleições.."Temos sempre dois valores em causa: votos tão facilitados quanto possível, mas tão seguros quanto possível. Sempre que possível, acho que se deve facilitar o voto e esta é uma das formas de o fazer. Se for possível, com segurança, aplicá-lo a outras eleições, acho que sim, é uma forma de trazer mais pessoas a votar", respondeu..A dirigente mostrou-se confiante de que "a campanha foi clarificadora" e insistiu que no Parlamento Europeu se decidem "questões essenciais do dia-a-dia".."Este é o meu apelo hoje: que as pessoas vão votar porque no Parlamento Europeu se decidem coisas importantes sobre o futuro e é importante que estejam no Parlamento Europeu eurodeputados e eurodeputadas que os representam", sublinhou..Questionada sobre se já falou hoje com a cabeça de lista do BE às eleições europeias, Catarina Martins, Mortágua respondeu que ainda não mas que o fará mais tarde, acrescentando que vai passar o domingo a almoçar com a família antes de ir até ao Fórum Lisboa, local escolhido para a noite eleitoral bloquista.."O dia de voto é um dia de alegria, é um dia de festa. Eu tenho sempre muita esperança e muita convicção no dia da votação, é um dia pelo qual espero e que vivo com alegria", acrescentou..O porta-voz do Livre, Rui Tavares, defendeu a importância destas eleições europeias, sublinhando que esta é uma oportunidade única para os eleitores europeus num continente que está a chegar a "um ponto de encruzilhada".."Está a chegar aquele ponto de encruzilhada em que os destinos da Europa se decidem. E por isso são eleições importantes, em que temos uma oportunidade única no mundo, que em mais nenhum outro continente existe e que devemos exercê-la", afirmou aos jornalistas depois de ter votado na Escola Básica e Secundária Gil Vicente, em Lisboa..Rui Tavares, sobre as suas expectativas para os níveis de abstenção, afirmou que "quanto mais importantes são as eleições, mais responsabilidade, mais dever temos de votar".."Não há maneira de dizer que estas eleições são mais importantes para a Europa do que pensarmos que ainda há pouco tempo tivemos uma pandemia, o papel da Europa foi tão importante, e antes disso tivemos uma crise financeira e temos agora uma guerra no nosso continente (...) e isso é que nos deve levar a votar", frisou o líder do Livre..Tavares sublinhou ainda que a facilitação do voto prevista pela desmaterialização dos cadernos eleitorais deve servir "para diminuir os pretextos para não votar", mas que a "responsabilidade moral" para o fazer prende-se com "não deixar os destinos deste continente nas mãos de outras pessoas que não sejamos nós"..O líder do Livre absteve-se de fazer previsões sobre os resultados do seu partido, limitando-se a realçar a vontade de "contribuir para o debate sobre o destino da Europa a nível nacional e a nível do Parlamento Europeu".."É um partido que se está a afirmar e eu não digo mais porque acho que este é o momento ainda das pessoas votarem", acrescentou..Questionado sobre a possibilidade destas eleições terem como resultado a ascensão de partidos de extrema-direita, Rui Tavares lembrou que nos "Países Baixos o que aconteceu foi precisamente o contrário" com "uma lista de esquerda verde europeia" a derrotar a extrema-direita..O líder do Livre lamentou ainda que o debate sobre a Europa, em Portugal, não seja "levado mais a sério por toda a elite política, institucional e jornalística" e recordou que, nestas eleições, ao contrário do que "muitas vezes se fala", não "vamos mandar deputados para a Europa", porque a "Europa é aqui, nós estamos na Europa".."Não são deputados e deputadas que vão para um qualquer sítio estranho. Está-se na Europa aqui, em Caminha, em Cambedo da Raia, em Vila Real de Santo António, em Barrancos, está-se sempre na Europa, frisou..Rui Tavares foi sozinho votar à Escola Básica e Secundária Gil Vicente, em Lisboa, onde, recordou, estudaram os irmãos e cruzou-se com vários conhecidos, aproveitando para os cumprimentar e trocar algumas palavras..A afluência às urnas nas eleições de hoje para o Parlamento Europeu foi de 14,48% até às 12:00, mais elevada do que a registada em 2019, indicam os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna..Nas eleições europeias de 26 de maio de 2019, quatro horas depois da abertura das mesas de voto, a afluência dos eleitores era de 11,56%..Os dados disponibilizados `online´ pela entidade responsável pela divulgação dos resultados oficiais indicam ainda que, em relação aos eleitores comunitários não nacionais, a afluência está a ser mais reduzida, com 7,97% até às 12:00, quando foi de 8,9% em 2019..Pela primeira vez é possível votar em mobilidade, ou seja, sem ser na mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto..Em 2019, nas anteriores eleições europeias, Portugal registou a pior taxa de abstenção (68,6%) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa - cerca de 50%..O cabeça de lista do Chega às europeias prevê que a participação nestas eleições "será menor do que nas legislativas" e considera que a campanha foi pouco esclarecedora, pedindo que o seu formato seja alterado..Em declarações aos jornalistas após ter votado na Escola Básica de Mucifal, no concelho de Sintra, António Tânger-Correia disse ter "as melhores expectativas" para estas eleições, esperando que os portugueses "tenham reagido bem à mensagem" do Chega.."Penso que a participação será menor do que nas legislativas, o que é uma pena, porque acho que os portugueses deviam dar mais importância às europeias, pela importância que a Europa tem para Portugal", disse..O cabeça de lista do Chega referiu que é importante que os portugueses se desloquem hoje às urnas "porque 80% da legislação nacional vem de Bruxelas" e o seu futuro "passa muito por Bruxelas"..O candidato referiu que o sistema voto em mobilidade, com a desmaterialização dos cadernos eleitorais, está a "funcionar muito bem", o que considerou "muito positivo" porque "dá muito maior liberdade às pessoas", que podem votar em qualquer ponto do território nacional.."Perguntei à presidente da mesa se as coisas estavam a correr bem, e ela disse-me que estava a correr tudo muito bem, que o sistema estava a funcionar em pleno, e eu acho isto um excelente passo em frente na nossa democracia e na maneira como votamos", disse..Já questionado se considera que a campanha eleitoral foi esclarecedora para os portugueses, Tânger-Correia respondeu: "Podia ter sido mais esclarecedora, por parte de toda a gente".."Acho que o formato das campanhas hoje em dia é um formato que, na minha opinião, está um bocado gasto, ultrapassado e nós temos de, em conjunto - porque isto não é só para um partido ou para outro - temos de analisar bem esta vertente e tentar arranjar umas campanhas que sejam mais próximas das pessoas e que as pessoas sejam mais bem informadas", disse..O cabeça de lista do Chega disse que vai passar o resto do dia com a família, antes de ir para um hotel lisboeta onde vai decorrer a noite eleitoral do partido..O cabeça de lista da AD às europeias manifestou-se confiante nas eleições e alertou para a importância do combate à abstenção, enaltecendo este modelo de voto que permite aos portugueses votarem onde quer que estejam.."O modelo permite que todos os portugueses votem em qualquer parte do país em que estejam, portanto é um modelo positivo, é um modelo que permite aos democratas participarem na democracia, e o povo português é um povo profundamente democrata, é um povo europeu e é um povo pacífico, daí a importância destas eleições, daí importância de combater a abstenção, daí a importância de permitir o voto de cada português e de se defender o voto de cada português", afirmou..Sebastião Bugalho votou em mobilidade, em Lisboa, numa mesa de voto em Marvila, comunidade com a qual afirma ter uma "ligação antiga".."É uma comunidade que me é próxima e por quem tenho um carinho muito especial", acrescentou, voltando a reiterar o seu desejo de que os "portugueses expressem a sua votação"..“Estou com um sorriso desde manhã e espero estar com um sorriso à noite”, disse após deixar o local de voto..EPA/TIAGO PETINGA.O cabeça de lista do Livre às eleições europeias, Francisco Paupério, elogiou o voto em mobilidade, que lhe permitiu votar em Lisboa, e disse esperar que essa possibilidade se reflita nos níveis de participação eleitoral..Paupério, que habitualmente vota em Leça da Palmeira, votou esta manhã na Junta de Freguesia de Alcântara, cerca das 09:45, um processo rápido que demorou menos de dois minutos.."Correu tudo muito bem. Significa que este tipo de voto pode resultar e vamos ver o que acontece hoje em termos de abstenção, mas tenho a crer que vamos melhorar face aos níveis de 2019", disse à saída, em declarações aos jornalistas..O "número um" do Livre acrescentou ainda que considera que a campanha foi esclarecedora e apelou a que toda a gente fosse votar, "porque é assim que se faz a democracia".."As mensagens foram todas passadas durante a campanha, agora cabe às pessoas virem votar e fazerem sentir a sua voz. É isso que o dia de hoje reflete, não só a nível nacional, mas também a nível europeu", sublinhou..Francisco Paupério, que foi votar acompanhado da namorada e das duas cadelas, vai aproveitar o resto do dia em família antes da noite eleitoral, em que o Livre se vai juntar no Teatro da Luz, em Lisboa..O cabeça de lista da CDU às eleições europeias, João Oliveira, afirmou que o voto em mobilidade "poderá ajudar a diminuir a abstenção", depois de ter votado em Azeitão, no concelho de Setúbal.."Espero que ninguém deixe de encontrar os cinco minutos, ou menos do que isso, que eu precisei para exercer o direito de voto. Espero que nestas eleições a abstenção seja mais reduzida, face às possibilidades que existem de exercer o direto de voto de forma mais fácil", afirmou o candidato..Questionado sobre a possibilidade de se replicar o voto em mobilidade em eleições legislativas ou autárquicas, João Oliveira lembrou que as europeias são um círculo eleitoral único e reconheceu que "poderá não ser fácil" aplicar esse modelo em outros sufrágios nacionais.."Estas eleições, como são de círculo único, facilitam alguns dos procedimentos que são difíceis de replicar em eleições que têm círculos distritais, no caso das legislativas, ou mesmo ao nível das freguesias, nas autárquicas", afirmou o candidato..João Oliveira reiterou, no entanto, que o voto em mobilidade, com a desmaterialização dos cadernos eleitorais, poderá ser importante para reduzir a taxa de abstenção relativamente a outras eleições que decorreram para o Parlamento Europeu..A cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) às europeias pediu hoje para que se "não abdique" do "poder e do direito" ao voto, salientando que é no Parlamento Europeu que se decide muito sobre a "vida concreta" dos cidadãos.."Não se esqueçam que é quem vai votar que escolhe, não abdiquem desse poder e desse direito que é também um dever cívico", afirmou Catarina Martins, em declarações depois de ter votado numa escola no Porto..A também ex-coordenadora do BE deixou vários apelos ao voto, lembrando a importância das eleições europeias: "Faço este apelo, que as pessoas vão votar, que pensam em quem as representará melhor nos próximos cinco anos, em quem confiam, em que é que acreditam, as suas convicções e que vão votar porque no Parlamento Europeu decide-se mesmo muito sobre a nossa vida concreta de todos os dias"..Questionada sobre se estava preocupada com a abstenção, Catarina Martins voltou a apelar ao voto e a salientar a importância destas eleições: "sei que as eleições europeias têm tido menos participação que as outras eleições, mas o Parlamento Europeu está no centro de muitas das decisões que são tomadas, seja da guerra e da paz, seja do preço das coisas do supermercado, é mesmo a nossa vida que está em jogo"..Catarina Martins chamou ainda a atenção para a vantagem do voto em mobilidade, que está a ser praticado pela primeira vez no ato eleitoral de hoje.."Acho que é muito importante sabermos que todas as pessoas podem votar onde estiveram, é só informarem-se sobre onde há uma mesa de voto perto, o sistema está a funcionar muito bem"..E continuou: "Eu sei que há muita gente que pode estar deslocada, é fim de semana prolongado, outras até por razões de trabalho também estão deslocadas, consultem o portal do eleitor, vejam onde é a mesa de voto mais próxima e vão votar, pudesse votar em qualquer ponto do país"..O cabeça de lista do PAN às eleições europeias votou em Oeiras e apelou à mobilização dos portugueses para este ato eleitoral, salientando o facto de o poderem fazer em qualquer ponto do país.."Esperemos que hoje os portugueses se mobilizem para ir votar, nestas eleições tão importantes. Grande parte do que é decidido em Portugal começa a ser decidido na Europa, por isso, é importante mobilizarem-se", afirmou Pedro Fidalgo Marques aos jornalistas, após votar na Escola Básica Conde Ferreira..O 'número um' da lista do PAN salientou a facilidade com que foi possível exercer o direito de voto, pela primeira vez com listas desmaterializadas: "o processo foi extremamente fluído na mesa onde estive".."Foi extremamente rápido, se calhar até foi mais rápido do que o processo normal com os cadernos, em que tínhamos 50 páginas para procurar, mesmo até com o exemplo do voto em mobilidade. Com a Mónica [Freitas, deputada regional madeirense do PAN], também foi extremamente rápido, apesar de ela estar recenseada na Região Autónoma da Madeira", disse, acompanhado pela parlamentar da Madeira, que também votou em Oeiras..Felicitando "toda a organização, por parte das autarquias, do Ministério da Administração Interna", Pedro Fidalgo Marques insistiu que "todos os votos contam" e que hoje os eleitores têm a vantagem de poder "votar em qualquer sítio"..O candidato do PAN chegou pelas 09:47 e esperou escassos momentos para poder votar, numa escola básica praticamente deserta..Pedro Fidalgo Marques acredita, contudo, que a abstenção será menor do que em eleições europeias passadas, considerando que "houve uma maior campanha, mais informação em termos do que é a importância da Europa e as matérias da Europa".."Por isso, estamos confiantes que a abstenção irá reduzir e que teremos muito mais pessoas a votar este ano", declarou..O cabeça de lista do PAN vai aproveitar o resto do dia para "almoçar com família e amigos" e "relaxar um pouco à tarde, para estar preparado para a noite eleitoral"..Marta Temido, cabeça de lista do PS, acaba de votar no Liceu Camões, em Lisboa.."É esperado que hoje seja um domingo de ampla participação, que todos e todas tenham a perceção que estas são umas das eleições europeias mais importantes das nossas vidas, por isso saiam de casa e dirijam-se a uma qualquer mesa de voto, pois basta levar o cartão de cidadão. À noite, logo se verá. Depois do povo falar, depois da democracia funcionar, veremos", disse..EPA/JOSE SENA GOULAO.João Oliveira (CDU) já votou em Vila Nogueira de Azeitão, enquanto Francisco Paupério (Livre) fê-lo em Lisboa, tal como Pedro Fidalgo Marques (PAN)..João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, foi o primeiro de todos os cabeças de lista a votar. Na Escola Preparatória Marquesa de Alorna, em Lisboa, apelou ao voto para que haja uma menor abstenção do que nas eleições anteriores e disse acreditar numa "noite eleitoral interessante".."Este ano gostava muito que a abstenção baixasse substancialmente, afinal, pela primeira vez, podemos votar em mobilidade, em qualquer sítio. Os cadernos eleitorais digitais estão a funcionar bem, o Portal do Eleitor também. Hoje é importantíssimo votar para evitarmos as eternas discussões da abstenção ao fim da noite", sublinhou o candidato dos liberais.."Eu estou a votar na minha assembleia de voto normal, na minha área de residência, mas comigo está o Miguel Rangel, que é o secretário-geral do partido, que tem residência no Porto e hoje votou aqui sem problema nenhum", exemplificou, dizendo que "um direito que não se exerce é um direito que esmorece", Cotrim de Figueiredo salientou que votar é sempre importante, mas nas europeias é "particularmente importante" porque é a eleição que tem sido "tipicamente menos participada" pelos portugueses.."Talvez porque os portugueses nunca tenham sentido a ligação daquilo que se passa em Portugal com aquilo que se passa na Europa", apontou..EPA/ANTONIO PEDRO SANTOS.As mesas de voto para as eleições europeias abriram hoje às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00..Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária..Mais de 10,8 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para escolher 21 dos 720 eurodeputados do Parlamento Europeu..Pela primeira vez, é possível votar sem ser na mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento de identificação oficial com fotografia atualizada junto de qualquer assembleia de voto..A estas eleições, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no passado domingo mais de 252.000 eleitores, concorrem em Portugal 17 partidos e coligações..Em 2019, nas anteriores eleições europeias, Portugal registou a pior taxa de abstenção (68,6%) desde que pertence à União Europeia, em contraciclo com a participação na Europa - cerca de 50%..O PS venceu cinco das oito idas às urnas para eleger os representantes portugueses no Parlamento Europeu, enquanto o PSD, que já não vence desde 2009, foi líder das outras três eleições..Desde a entrada na União Europeia, os eleitores portugueses já foram chamados a escolher os eurodeputados portugueses por oito vezes e, em mais de metade das ocasiões, a vitória recaiu sobre o Partido Socialista..Nas últimas eleições, em 2019, o PS venceu com 33,38% dos votos, conseguindo conquistar nove lugares em Estrasburgo, o mesmo número de deputados que a cabeça de lista do PS Marta Temido estabeleceu como meta que, se não for atingida, será uma "derrota para o país"..O melhor resultado socialista remonta a 2004, quando o partido, com uma candidatura liderada por António Costa, após a morte do anterior cabeça de lista, António de Sousa Franco, obteve 44,52%, o correspondente a 12 eurodeputados, ou seja, mais de metade dos lugares disponíveis para Portugal no Parlamento Europeu..Além de 2019 e 2004, o PS venceu também em 2014 (31,46% dos votos), em 1999 (43%) e em 1994 (34,87%). O pior resultado dos socialistas aconteceu nas primeiras europeias em Portugal, quando, em 1987, elegeu apenas seis eurodeputados com 22,48% dos votos..O PSD, por sua vez, venceu as restantes três eleições - e a última vitória remonta a 2009, quando a lista liderada por Paulo Rangel obteve 31,7% dos votos, elegendo oito eurodeputados. Mesmo em coligação com o CDS-PP, em 2014, ficou em segundo lugar, com 27% dos votos..Antes, os sociais-democratas venceram a primeira e a segunda eleições europeias em Portugal, em 1987 e 1989. Em 1987, o ano do pior resultado de sempre dos socialistas, o PSD conseguiu eleger 10 eurodeputados com 37,45% dos votos, um recorde de votação. Esse feito foi conseguido por uma candidatura social-democrata encabeçada por Pedro Santana Lopes, antigo primeiro-ministro..Em 1989, o PSD voltou a conseguir um bom resultado tendo vencido com 32,75% dos votos, o correspondente a nove eurodeputados..Nas últimas eleições, em 2019, o PSD teve o seu pior resultado de sempre, com a eleição de apenas seis eurodeputados, após uma votação de 21,94%..Fora dos dois maiores partidos, destaca-se o percurso da CDU (PCP e PEV) que chegou a obter 14,4% dos votos nas eleições de 1987 e 12,68% em 2014 e nunca falhou a eleição de, pelo menos, dois eurodeputados desde que Portugal entrou na União Europeia..Também o CDS-PP é presença constante no Parlamento Europeu. Coligado com o PSD ou com uma candidatura solitária, os centristas nunca falharam a ida para Bruxelas. Em 2019, elegeram Nuno Melo, atual ministro da Defesa..O Bloco de Esquerda, desde que foi fundado, em 1999, só falhou a eleição de deputados para o Parlamento Europeu no ano da sua fundação. Desde aí, elegeu sempre e conseguiu a sua maior representação de sempre em 2009, com três eurodeputados, ao ter conseguido 10,7% dos votos..Mais recentemente, novos partidos entraram na contenda europeia com o PAN a conseguir eleger pela primeira vez para o Parlamento Europeu em 2019, com o cabeça de lista Francisco Guerreiro que, mais tarde, viria a desfiliar-se do partido..Em 2014, o MPT - Partido da Terra, que nunca teve representação parlamentar nacional, conseguiu a eleição de dois eurodeputados, com um resultado histórico de 7,14%, numa candidatura encabeçada por António Marinho e Pinto..Mais de 10 milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro são hoje chamados às urnas para eleger os 21 representantes nacionais no Parlamento Europeu..As mesas de voto, para as segundas eleições em três meses, estarão abertas entre as 08:00 e as 19:00 em Portugal continental e na Madeira, enquanto nos Açores abrem e fecham uma hora mais tarde em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária..Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, estão inscritos nos cadernos eleitorais para as eleições de hoje um total de 10.819.317 cidadãos nacionais e 11.255 cidadãos estrangeiros, que perfazem um total de 10.830.572 de eleitores..No estrangeiro estão inscritos cerca de 1.5 milhões de eleitores portugueses, dos quais pouco mais de 900 mil vão votar dentro da Europa e 643 mil estão inscritos fora do continente europeu..Nestas eleições, devido à existência de cadernos eleitorais desmaterializados, os eleitores vão poder votar em qualquer parte do país, ou seja, sem terem de informar previamente ou fazer uma inscrição para irem votar fora da sua mesa de voto habitual, bastando apresentar um documento oficial de identificação com fotografia atualizada..Em Portugal, concorrem a estas eleições europeias, para as quais se inscreveram para votar antecipadamente no domingo passado mais de 252.000 eleitores, 17 partidos e coligações.. Há cinco anos, em 2019, Portugal viu a taxa de abstenção em eleições europeias atingir quase 70%, com a participação em mínimos históricos, em que apenas 30,75% dos eleitores foram votar..Em 2019, os números da participação eleitoral caíram para mínimos históricos. Nessas eleições para o Parlamento Europeu, foram votar apenas 30,75% dos mais de 10,7 milhões de eleitores inscritos..Este foi um registo que confirmou a tendência decrescente da adesão dos eleitores portugueses às eleições para o Parlamento Europeu, visto que em 2014 já tinha sido batido um novo recorde de abstenção, com 66,33% dos eleitores a falharem a chamada às urnas..Com uma abstenção de 69,25% em 2019, Portugal contrariou a tendência europeia de maior adesão à eleição dos eurodeputados e teve o terceiro pior registo da União Europeia ao nível de participação, ficando apenas à frente da Eslováquia e da Croácia..Apesar da baixa adesão em 2019, o número de eleitores nessa eleição, em termos absolutos, subiu em cerca de 30 mil quando comparado com a ida às urnas de 2014..No sentido contrário, os melhores resultados portugueses a nível de participação em eleições europeias remontam ainda ao século XX, pouco depois da adesão de Portugal à Comunidade Europeia. .Nas europeias de 1987, um ano depois da entrada portuguesa na então CEE, 72,42% dos eleitores foram às urnas para escolher os representantes de Portugal no Parlamento Europeu, situando a abstenção nos 27,8%..Este nível baixo de abstenção, nos primeiros tempos de Portugal na UE, não se voltou a registar. Dois anos depois, em 1989, a abstenção disparou para 48,9% e não voltou a baixar.. Em 1994, Portugal atingiu os 64% de abstenção, o pior resultado do século passado, e não voltou a conseguir baixar da barreira dos 60% em todos os momentos eleitorais posteriores..Em 1999, a abstenção em europeias baixou para os 60,07%, e manteve-se relativamente estável até 2009. Em 2004, foram às urnas 36,7% dos eleitores (abstenção de 61,4%) e cinco anos depois, em 2009, a abstenção subiu para os 63,3%..A noite das eleições europeias será acompanhada no edifício do Parlamento Europeu, em Bruxelas, por cerca de mil jornalistas de todo o mundo, incluindo 21 portugueses, disse à Lusa fonte oficial..Durante a noite eleitoral, o Parlamento será transformado numa 'mega-redação', com 226 televisões acreditadas, 66 órgãos online, 33 rádios, 33 agências noticiosas e 33 jornais..Os quatro países da União Europeia (UE) com maior presença no hemiciclo são a Alemanha, Itália, França e Espanha..De países não-membros da UE, o Reino Unido enviou a maior delegação (17 jornalistas), enquanto o Japão e a Sérvia -- candidato à adesão ao bloco comunitário -- enviaram nove profissionais, cada..Segundo fonte oficial, este ano a cobertura mediática subiu seis por cento em comparação com as eleições de 2019..Há também mais televisões: foram reservadas 133 posições para diretos televisivos -- mais 23 do que há cinco anos -, das quais 70 estarão no hemiciclo, 20 na passerele Karamanlis, 33 do bar Forum e 10 na Rua Wiertz..A partir das 18:15 locais (menos uma hora em Lisboa), o Parlamento divulga as primeiras projeções de alguns países, mas os primeiros resultados só começam a ser conhecidos depois do encerramento das urnas em Itália, às 23:00 locais (22:00 em Lisboa)..A acompanhar os trabalhos estarão 148 intérpretes, para garantir a tradução em 23 línguas e linguagem gestual internacional..Cerca de 361 milhões de eleitores dos 27 Estados-membros da UE foram chamados a votar nas eleições para o Parlamento Europeu..Os eleitores de 20 países da UE, incluindo Portugal, votam hoje, mas as eleições arrancaram na quinta-feira nos Países Baixos e, desde então, Irlanda, Letónia, Malta, Eslováquia e República Checa também já votaram. Os italianos vão às urnas em dois dias, sábado e hoje..Os eleitores da Roménia, Bélgica, Croácia e Hungria já começaram a votar para as eleições para o Parlamento Europeu, que terminam hoje, com votações em 20 Estados-membros da União Europeia (UE), incluindo Portugal..No total, cerca de 361 milhões de eleitores dos 27 países da UE são chamados a escolher a composição do próximo Parlamento Europeu (PE), elegendo 720 eurodeputados, mais 15 que na legislatura anterior. A Portugal cabem 21 lugares no hemiciclo..Os cidadãos dos Países Baixos, Irlanda, República Checa, Letónia, Malta e Eslováquia já votaram, num ciclo que começou na quinta-feira. Os italianos começaram a ir às urnas na tarde de sábado e hoje a votação prossegue até às 23:00 (menos uma hora em Lisboa), sendo Itália o último país a encerrar as urnas..Uma vez eleitos, os eurodeputados organizam-se por grupos, mas vai ser preciso esperar cerca de um mês para conhecer a formação definitiva do Parlamento Europeu..A partir de dia 18 deste mês, os grupos políticos começam a reunir-se e têm até 15 de julho para "fechar" a sua constituição -- apesar de ser possível formar novos grupos em qualquer momento da legislatura..Os eurodeputados eleitos iniciam funções com a sessão plenária constitutiva, entre 16 e 19 de julho em Estrasburgo, durante a qual elegem o líder do Parlamento Europeu, cargo atualmente ocupado pela maltesa Roberta Metsola (PPE), que pode renovar por mais um mandato de dois anos e meio..Atualmente, o hemiciclo conta com oito grupos: Partido Popular Europeu - PPE (inclui PSD e CDS-PP); Socialistas e Democratas (a que pertence o PS); Renovar a Europa (inclui Iniciativa Liberal); Identidade e Democracia (que o Chega integra); Verdes (Livre e PAN); Conservadores e Reformistas -- ECR, e Esquerda (PCP e Bloco de Esquerda), além dos não inscritos.