José Luís Carneiro apela a reforma da justiça
MIGUEL A. LOPES/LUSA

José Luís Carneiro apela a reforma da justiça

Candidato derrotado por Pedro Nuno Santos na corrida à sucessão de António Costa também defendeu a regionalização e o aumento das vagas nos cursos de Medicina.
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O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, candidato derrotado por Pedro Nuno Santos na corrida à liderança do PS, aproveitou a sua intervenção no 24.º Congresso, que está a decorrer na Feira Internacional de Lisboa, para apelar a que o partido lidere uma série de reformas que inclui a do sistema de justiça.

Além de uma reforma do sistema de justiça que assegure "maior celeridade, maior transparência e maior prestação de contas", José Luís Carneiro defendeu que o PS deve liderar um movimento para avançar também com a regionalização e com uma reforma do sistema político.

Outra proposta avançada pelo candidato à liderança do PS foi o aumento do número de vagas nas faculdades de Medicina, pois em sua opinião há que "assumir de uma vez por todas que estamos a padecer do défice de formação de médicos nos anos 80 e 90". Apesar disso, Carneiro defendeu a "grande reforma em curso", com a criação da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde, as novas unidades locais de saúde e o reforço de unidades de saúde familiares.

Também defendido por Carneiro foi o Orçamento do Estado para 2024, elaborado pelo seu apoiante Fernando Medina, realçando a mexida nos impostos sobre o trabalho, com redução de cobrança de 1700 milhões de euros em IRS, sem deixar de aumentar pensões e prestações sociais, criar apoios para os jovens e promover "investimento público com as prioridades certas" na saúde, habitação, educação, transportes e mobilidade.

A intervenção de José Luís Carneiro começara com a garantia deixada a Pedro Nuno Santos de que poderá contar com "a nossa força e a nossa mobilização para as ganhar as eleições de 10 de março e fazer de ti o próximo primeiro-ministro de Portugal". Com a proximidade no trato a simbolizar a união existente no PS, enquanto a utilização da primeira pessoa do plural permitiu ao ministro da Administração Interna recordar que teve consigo 37% dos militantes que participaram nas eleições internas para a sucessão de António Costa enquanto secretário-geral.

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