André Ventura, líder do Chega.
André Ventura, líder do Chega.FOTO: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Ventura critica silêncio de Montenegro, mas defende ação policial sobre "vândalos e provocadores"

Presidente do Chega quer declarações do primeiro-ministro, porém mantém convicção de que as manifestações pela habitação são motivadas por "infiltrados da extrema-esquerda.
Publicado a: 
Atualizado a: 

Este domingo, 25 de outubro, André Ventura viu "desobediência" nas ruas durante a madrugada de domingo e, em vídeo enviado às redações, logo, sem ser possível exercer o direito a perguntas, o líder do Chega considerou que as ações policiais "eram necessárias para repor a ordem pública."

Ventura afirmou que a intervenção policial “não podia deixar de acontecer” e que as autoridades não tinham alternativa, classificando os manifestantes como “vândalos e provocadores”. Diz mesmo que estes são "uma minoria, incluindo infiltrados pela extrema-esquerda e arruaceiros internacionais e nacionais." Os estudos de sondagens têm relatado que mais de 95% dos que se manifestam são portugueses.

O presidente do Chega acusou os partidos que condenaram a intervenção, em particular o PS, mas também guardou farpas para o primeiro-ministro Luís Montenegro pela ausência de declarações sobre os acontecimentos, como pela falta de resposta à crise da habitação e ao aumento do custo de vida. "Onde é que temos o líder do nosso país? Não se sabe dele há uma semana, não diz nada, não lidera, não dá a cara", afirmou.

Apesar dos protestos na rua pela habitação digna e pelos pedidos incessantes no recuo da lei do arrendamento aprovado no Parlamento com votos favoráveis do Chega e IL ao lado do Governo, André Ventura não assinala qualquer mudança de posição para o processo de especialidade.

André Ventura, líder do Chega.
Habitação: Carneiro sugere "prémio Nobel da hipocrisia" para Ventura
André Ventura, líder do Chega.
Ventura propõe pacote legislativo de emergência para enfrentar a crise na habitação
Diário de Notícias
www.dn.pt